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Economia

Ibovespa fecha em queda leve de 0,06% com cautela sobre eleições e tensões diplomáticas com os EUA

Bolsa brasileira descolou da alta de Nova York devido a incertezas sobre a Selic, eleições e revogação de visto de embaixadora brasileira.

Por Redação Diário Local

O Ibovespa fechou nesta terça-feira (04) com uma leve queda de 0,06%, aos 177.894,97 pontos, descolando da forte alta registrada nas bolsas de Nova York. O índice renovou sua mínima no período da tarde, pressionado por incertezas sobre a política monetária, o cenário eleitoral brasileiro e tensões diplomáticas com os Estados Unidos.

Durante a manhã, o índice chegou a atingir a máxima de 180.679,47 pontos, uma alta de 1,51%, mas perdeu força conforme os investidores redobrava a cautela. O setor de petróleo também contribuiu para o recuo, com a Petrobras registrando queda de aproximadamente 1%.

Por que o Ibovespa recuou nesta terça-feira?

A desidratação do índice foi atribuída a um conjunto de fatores internos e externos. No campo diplomático, os Estados Unidos confirmaram a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Segundo uma autoridade do Departamento de Estado dos EUA, a medida ocorreu após o Brasil não conceder aprovação diplomática formal ao embaixador indicado pelo governo americano para Brasília.

No cenário político nacional, o mercado acompanha o início das sabatinas eleitorais e a ausência de um candidato a vice para o nome do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Essas questões, somadas à expectativa sobre a próxima reunião de política monetária, aumentaram a aversão ao risco.

O que esperar da taxa Selic?

Atenção se volta para a reunião que ocorre nesta quarta-feira (05), quando o Comitê de Política Monetária (Copom) deve decidir o patamar dos juros básicos. Apesar de a produção industrial de junho ter apresentado queda de 1,8%, o que pode sinalizar desaceleração econômica, o mercado projeta uma pausa no ciclo de redução da Selic.

A expectativa é de que a taxa seja ajustada em 0,25 ponto percentual, para 14%. Especialistas apontam que, embora os dados de inflação e produção possam indicar espaço para cortes, o cenário externo — com países como Estados Unidos, Europa e Japão focando em altas de juros — e as incertezas políticas dificultam um ambiente favorável para novas reduções imediatas.

Desempenho das principais ações

A Vale foi um dos destaques positivos, avançando 2,24% e acompanhando o movimento de mineradoras no exterior. Já no setor financeiro, o Itaú Unibanco liderou as perdas com recuo de 2,48%, em meio à expectativa pelos resultados do segundo trimestre. O Bradesco caiu 1,7% e o Banco do Brasil recuou 1,32%.

A Petrobras encerrou o dia com queda de 1,28%. Sobre a operação da estatal, a diretora de engenharia, tecnologia e inovação, Renata Baruzzi, informou que a sonda em atividade na Bacia da Foz do Amazonas ainda não atingiu o reservatório, com previsão de que isso ocorra ainda este mês.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.