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Economia

Ibovespa Futuro opera em queda nesta sexta-feira (24) com reflexo de tarifas dos EUA e agenda de autoridades

Contrato futuro opera em baixa nesta sexta-feira (24) enquanto investidores acompanham falas de autoridades e novas tarifas americanas.

Por Redação Diário Local

O contrato futuro do Ibovespa com vencimento em agosto opera em baixa nas primeiras negociações desta sexta-feira (24). Às 9h03, o índice caía 0,11%, cotado a 178.055 pontos, sob impacto das novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e da expectativa por falas de autoridades econômicas.

O cenário é de cautela após os Estados Unidos anunciarem a imposição de tarifas de 10% e 12,5% a 60 parceiros comerciais. A medida americana justifica-se por alegações de fiscalização insuficiente contra o trabalho forçado. O governo brasileiro classificou a decisão de sobre os produtos nacionais como arbitrária e injustificada.

Esta nova cobrança sucede uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros que entrou em vigor na quarta-feira (22), após investigação comercial distinta. Sobre o tema, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, afirmou na quinta-feira (23) que cerca de 2 mil itens exportados pelo Brasil não devem ser afetados pelas taxas de 25% e 12,5%.

No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda nesta sexta-feira (24) com visitas a unidades industriais da Avibras, em Jacareí (SP), seguida de reunião com lideranças de ciência e tecnologia em São Paulo. O mercado também monitora a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial de outubro.

O que esperar da agenda econômica hoje?

A agenda de autoridades é um ponto central de atenção. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, realiza a palestra de abertura do evento Expert XP 2026 às 10h30. Na sequência, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fala às 11h20.

No período da tarde, o foco se volta para as contas públicas. Às 15h, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, apresentam o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro bimestre de 2026.

Cenário no exterior e commodities

No mercado internacional, o pessimismo com a inflação e a expectativa de alta de juros globais ganham força. O movimento é impulsionado pelo petróleo, que registrou alta de quase 40% no mês devido à intensificação de conflitos no Oriente Médio.

Em Wall Street, os índices futuros operam de forma mista: o Dow Jones Futuro subia 0,34% e o S&P Futuro avançava 0,17%, enquanto o Nasdaq Futuro recuava 0,02%. No câmbio, o dólar futuro operava com leve alta, aos R$ 5,092.

Na Ásia-Pacífico, as bolsas fecharam em baixa, com destaque para a queda na Coreia do Sul. Já o minério de ferro na China registrou sua maior perda semanal em seis semanas, influenciado pela demanda sazonal fraca e pela alta oferta marítima.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.