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Economia

Ibovespa Futuro recua com temor de inflação e tensões entre EUA e Irã

Contrato futuro recua nesta terça-feira (18) com incertezas sobre acordo de paz e alta no preço do petróleo.

Por Redação Diário Local

O contrato futuro do Ibovespa com vencimento em outubro operava em queda de 0,10%, aos 169.835 pontos, nos primeiros negócios desta terça-feira (18). O recuo ocorre em meio ao aumento das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã, fator que eleva as preocupações com a inflação global e o preço do petróleo.

A instabilidade no Oriente Médio ganhou novos contornos após autoridades iranianas afirmarem que o país adotará uma postura militar "totalmente ofensiva". A declaração ocorre após o estancamento dos esforços para negociar um fim definitivo ao conflito com os americanos.

O cenário de incerteza é agravado pelo fato de os Estados Unidos terem descartado a prorrogação do acordo de cessar-fogo temporário, que expirou na segunda-feira (17). A postura das duas potências reflete o risco de uma nova escalada de hostilidades na região.

A reação do mercado financeiro foi imediata, impactando diretamente as commodities. O petróleo Brent registrou o terceiro dia consecutivo de alta, atingindo o nível mais alto desde o mês passado, devido ao receio de interrupções no fornecimento de energia.

Nos Estados Unidos, a pressão sobre os títulos públicos também foi evidente. O rendimento do Treasury de 30 anos atingiu o nível mais alto em quase duas décadas, acompanhando uma liquidação dos títulos do governo americano motivada pelas tensões internacionais.

No mercado de ações, os índices futuros em Wall Street operavam em território negativo. O Nasdaq Futuro registrava desvalorização de 1,11%, seguido pelo S&P Futuro, com queda de 0,43%, e pelo Dow Jones Futuro, que recuava 0,08%.

O câmbio também acompanhou a volatilidade. O dólar futuro operava com alta de 0,17%, cotado a R$ 5,231. No mercado internacional, os mercados da Ásia-Pacífico encerraram o pregão majoritariamente em baixa, sob o impacto dos riscos de novos confrontos no Oriente Médio.

O que muda nas expectativas de juros nos EUA?

A instabilidade geopolítica e a volatilidade dos preços das commodities também afetaram as projeções para a política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Dados econômicos recentes nos Estados Unidos reduziram os temores de aumentos de juros mais agressivos.

De acordo com a ferramenta CME FedWatch, a probabilidade de uma alta de juros na próxima reunião do Fed, em setembro, é de 36,6%. O número representa uma queda em relação aos 48,4% registrados há uma semana.

Impacto nas commodities de ferro

Em contraste com o petróleo, o minério de ferro apresentou fechamento em alta. A valorização foi impulsionada por expectativas de novos estímulos econômicos na China, visando compensar a desaceleração da atividade industrial e a queda na produção de aço no país asiático.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.