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Economia

Ibovespa registra queda de 9,88% em outubro após eleições e gera migração de investidores

Queda no índice reflete a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, alta do dólar e preocupações com o cenário fiscal brasileiro.

Por Redação Diário Local

O índice Ibovespa registrou uma queda de 9,88% no mês de outubro, marcando sua maior baixa desde junho de 2022. O desempenho negativo foi influenciado pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e pela mudança nas expectativas sobre a política fiscal e os juros no Brasil.

O cenário pós-eleitoral provocou uma reprecificação no mercado financeiro. A alta do dólar e a abertura da curva de juros incentivaram investidores a buscarem empresas com menor dependência do ciclo econômico doméstico e maior geração de caixa.

Por que o mercado recuou em outubro?

A volatilidade foi alimentada pela combinação de fatores macroeconômicos. Após a definição do pleito no último domingo (26), houve uma migração de capital para ativos que ofereçam proteção cambial e maior previsibilidade de resultados.

A alta dos juros futuros, com vencimentos acumulando altas de mais de 250 pontos-base em alguns períodos, refletiu o temor quanto ao equilíbrio das contas públicas. Esse ambiente de incerteza levou o mercado a projetar a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano.

Além do fator juros, analistas apontam que setores como o de consumo sofreram com a deterioração das expectativas de juros reais. Mudanças trabalhistas e o aumento da carga tributária devido à implementação da reforma do consumo também são vistos como pressões para as empresas.

Quais foram as maiores quedas e altas?

O grupo de maiores baixas foi composto por 26 ações que perderam mais de 20% de seu valor. Estiveram entre as empresas que registraram quedas superiores a 30% no mês Vamos, Cosan, Hapvida, Cyrela, CSN, Minerva, C&A, Cogna e Localiza.

A Magazine Luiza figurou entre as principais perdedoras do mês, com queda de 30,78%. No caso da Cosan, o recuo ocorreu em meio ao anúncio de uma transação tributária de R$ 3,2 bilhões com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e a Receita Federal, referente à recuperação extrajudicial da Raízen.

Por outro lado, apenas 11 das 76 ações do Ibovespa terminaram o período em alta. Os destaques positivos foram as produtoras de petróleo, como Petrobras e PRIO, que se beneficiaram da alta do petróleo Brent e do dólar valorizado. Outros nomes que subiram foram Suzano, Caixa Seguridade, BB Seguridade, TIM, Vivo, Embraer, Brava Energia e Gerdau.

Companhias como a Suzano e a Embraer mostraram resistência por possuírem receitas dolarizadas, atuando como uma forma de proteção para os investidores diante dos riscos domésticos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.