Dólar atinge maior valor de 2026 e fecha a R$ 5,44 após reeleição de Lula
Moeda norte-americana encerrou a sexta-feira com alta de 1,09%, acumulando valorização de 9,15% na semana.
Por Redação Diário Local
O dólar comercial fechou a sessão desta sexta-feira (30) com alta de 1,09%, sendo cotado a R$ 5,4460. O valor marca a maior cotação da moeda norte-americana registrada no ano de 2026.
A valorização da moeda em relação ao real foi impulsionada pelo cenário político pós-eleição e por incertezas sobre o futuro da política fiscal no Brasil. O resultado das urnas, ocorrido no último domingo (26), gerou reflexos nas cotações ao longo de toda a semana.
Ao considerar apenas o período após o segundo turno, o dólar apresentou uma valorização acumulada de 9,15% frente ao real. O movimento reflete a reação dos agentes financeiros ao processo de transição de governo.
No mercado, os investidores aguardam definições sobre quem ocupará as principais pastas administrativas para o mandato de 2027. Entre os cargos mais observados está o comando do Ministério da Fazenda.
Além das indicações políticas, a preocupação com o ajuste nas contas públicas é um tema central. O mercado monitora como o novo governo pretende conduzir a política fiscal e o equilíbrio das contas do país.
Sobre o desempenho técnico da moeda, a Ptax — taxa de referência para a liquidação de contratos futuros calculada pelo Banco Central — costuma apresentar maior volatilidade em períodos de disputa de mercado. As janelas de coleta de valores pelo BC ocorrem tradicionalmente às 10h, 11h, 12h e 13h.
Cenário internacional
No exterior, o dólar apresentou ganhos leves durante a manhã em relação a moedas como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. No entanto, a moeda americana cedeu valor frente a outras divisas, como o iene e a libra.
Paralelamente, os índices futuros dos Estados Unidos registraram recuo, com destaque para a Nasdaq, que apresentou queda superior a 2%. No Brasil, o mercado também acompanha os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que informou uma taxa de desemprego de 5,2% no trimestre encerrado em setembro.
