Diário Local
Economia

Inadimplência entre pequenos negócios cai para 25% em julho, aponta Sebrae

Percentual de empresas com dívidas em atraso recuou 3 pontos percentuais em relação a março, conforme dados da Pesquisa Pulso dos Negócios.

Por Redação Diário Local

O percentual de pequenos negócios com dívidas em atraso fechou em 25% em julho de 2026, segundo dados da 13ª edição da Pesquisa Pulso dos Negócios, do Sebrae. O índice apresenta uma queda de 3 pontos percentuais em comparação aos 28% registrados em março deste ano.

O levantamento também aponta uma melhora na situação financeira de parte dos empreendedores. Em julho, 43% dos pequenos negócios informaram não possuir dívidas, o que representa uma alta de 4 pontos percentuais frente aos 39% apurados em março de 2026.

No que diz respeito ao acesso ao crédito, 26% das pequenas empresas relataram ter buscado empréstimos bancários para o negócio nos três meses anteriores à pesquisa. O movimento de busca por financiamento é menor do que o registrado em agosto de 2022, quando o percentual de empresas que pediram crédito era de 32%.

Sobre o desfecho das solicitações de crédito em julho, 46% dos negócios conseguiram o empréstimo desejado. Por outro lado, 44% das empresas não obtiveram o valor solicitado e 9% ainda aguardam uma resposta das instituições financeiras.

Ao comparar o sucesso das operações com o histórico de 2022, nota-se uma mudança no cenário de aprovação. Naquele período, a taxa de sucesso para quem buscava crédito era de 39%, enquanto em julho de 2026 o índice de aprovação subiu para 46%.

A Pesquisa Pulso dos Negócios foi realizada por meio de questionários on-line entre os dias 27 de julho e 6 de agosto. O estudo buscou entender o comportamento e o nível de endividamento das micro e pequenas empresas no território nacional.

Ao todo, foram ouvidos 5.773 pequenos negócios em todo o Brasil para a composição dos dados. A metodologia utilizada pela entidade apresenta uma margem de erro de 1,3 ponto percentual.

O intervalo de confiança da pesquisa é de 95%. Os dados refletem o cenário de endividamento e a necessidade de capital de giro do empreendedorismo brasileiro no período analisado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.