Indústria suína no Espírito Santo projeta dobrar produção de embutidos com expansão comercial
Empresa capixaba aguarda conclusão de trâmites burocráticos para vender produtos em outros estados, como o Rio de Janeiro
Por Davy Albuquerque
A cadeia produtiva de carne suína no Espírito Santo projeta uma expansão significativa que deve dobrar a produção de embutidos nos próximos meses. O crescimento será impulsionado pela abertura de novos mercados fora do estado, com foco inicial em regiões como o Rio de Janeiro.
O plano de expansão comercial da Cofril, empresa do setor frigorífico capixaba, prevê que a produção de embutidos salte de 3 mil toneladas mensais para 6 mil toneladas. Para viabilizar a estratégia, a companhia já realizou as auditorias necessárias e aguarda apenas o fim de processos burocráticos para iniciar as vendas interestaduais.
O cenário para o setor no Espírito Santo é de oportunidade, uma vez que a produção local ainda não é suficiente para abastecer todo o mercado consumidor regional. Atualmente, o estado produz cerca de 32 mil toneladas de carne suína por ano, mas depende da importação de produtos vindos de outras regiões do Brasil para suprir a demanda interna.
Segundo José Carlos Corrêa Cardoso, sócio-diretor da Cofril, a mudança na percepção do consumidor sobre a proteína tem sido um fator determinante para o crescimento. Ele destaca que avanços tecnológicos e sanitários permitiram superar mitos antigos sobre a segurança alimentar, consolidando a carne suína como uma opção leve e saudável.
Por que o consumo de carne suína está crescendo?
O aumento no consumo é impulsionado por uma tendência mundial e pela percepção de que a carne suína é produzida com alto controle tecnológico. No Brasil, a ampliação da produção e das exportações acompanha esse movimento global de busca por proteínas com maior rigor de segurança alimentar.
No Espírito Santo, o mercado apresenta espaço para expansão devido ao gap entre o que é produzido e o que é consumido. O planejamento do setor busca aproveitar esse potencial de crescimento para fortalecer a cadeia produtiva local com responsabilidade e planejamento.
A expansão da produção também deve gerar impactos positivos na economia capixaba. A expectativa é que o aumento do volume comercial resulte na criação de novos empregos e no fortalecimento das parcerias com produtores rurais da região.
O fortalecimento da cadeia suína capixaba visa consolidar o estado como um polo relevante, aproveitando tanto a demanda interna reprimida quanto a possibilidade de escoar produtos para outros estados brasileiros.
