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Turismo

Redes sociais são ferramentas essenciais para o crescimento do turismo no Espírito Santo, aponta estudo

Estudo do Sebrae ES mostra que Instagram e X são centrais para o turismo de experiência e atração de visitantes

Por Davy Albuquerque

O uso de redes sociais é uma ferramenta estratégica para o fortalecimento do turismo no Espírito Santo, segundo um estudo realizado pelo Sebrae ES. O levantamento aponta que o engajamento digital é fundamental para transformar o potencial de atrações do estado em desejo de viagem para novos visitantes.

A pesquisa analisou 4.011 publicações sobre turismo de experiência e identificou que o Instagram é o principal canal de comunicação, concentrando 62% do conteúdo, enquanto a plataforma X respondeu por 38% das postagens. O estudo também destacou a receptividade positiva do público: 71,3% das publicações sobre o tema apresentaram sentimento positivo, contra apenas 0,7% de caráter negativo.

O que o turista busca nas redes sociais?

O perfil do viajante atual demonstra uma busca por autenticidade. De acordo com os dados, cerca de 90% dos turistas brasileiros procuram vivências que permitam o contato direto com a cultura local. Esse movimento de turismo de experiência já é responsável por mais de 60% do faturamento dos pequenos negócios turísticos no Brasil.

As redes sociais funcionam como vitrines para microexperiências, aprendizado e contato com produtores locais. Na gastronomia, por exemplo, o interesse recai sobre a origem dos ingredientes e os processos de produção, enquanto em destinos de viagem, há uma valorização de locais menos tradicionais, as chamadas "joias escondidas".

Segmentos e oportunidades no Espírito Santo

O Espírito Santo possui uma diversidade de ativos que se alinham ao comportamento digital, incluindo praias, montanhas, produção de café e cidades históricas. Entre os segmentos mais presentes nas publicações analisadas, destacam-se a natureza e o ecoturismo, com 21%, o turismo cultural e histórico, com 16%, e a gastronomia e enogastronomia, com 12%.

O estudo indica que a característica de ser um destino ainda pouco conhecido fora das fronteiras estaduais pode ser utilizada como argumento de venda, posicionando o estado como um lugar de descoberta. A marca turística do estado, lançada em fevereiro deste ano, busca consolidar esse movimento.

Desafios para a visibilidade digital

Apesar do potencial, o estudo aponta um desequilíbrio na produção de conteúdo. Empresas e empreendedores produziram 50,6% das publicações analisadas, ao passo que usuários comuns (clientes) representaram apenas 13,6%. Isso indica que o setor ainda fala muito sobre si mesmo, com poucos relatos espontâneos de quem visita as localidades.

Para ampliar o alcance, o levantamento sugere que o estado e os empreendedores transformem o visitante em divulgador. Estratégias como o uso de legendas e vídeos em múltiplos idiomas, localização precisa e facilidades para reservas são apontadas como necessárias para converter o interesse gerado nas redes em efetiva movimentação turística.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.