Inflação na Argentina registra alta de 1,9% em junho de 2026
Índice acumulado no primeiro semestre de 2026 é de 16,8%, impulsionado por setores como cultura e habitação, informou o Indec.
Por Davy Albuquerque
A inflação na Argentina registrou alta de 1,9% em junho de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O índice reflete uma tendência de desaceleração mensal, uma vez que, em março deste ano, a inflação havia atingido 3,4%.
Com o resultado de junho, o país encerrou o primeiro semestre de 2026 com uma inflação acumulada de 16,8%. Já a variação interanual, que contabiliza os últimos 12 meses, atingiu 33,5%, patamar ligeiramente superior aos 33,2% registrados em maio.
O aumento nos preços em junho foi impulsionado principalmente pelo setor de Recreação e Cultura, que subiu 4,2% devido ao encarecimento de pacotes turísticos. Outras altas significativas foram registradas em habitação, água, eletricidade, gás e combustíveis, com variação de 3,3%, refletindo o reajuste de aluguéis e tarifas de energia.
O setor de saúde também apresentou pressão inflacionária de 2,9%, puxado pelos aumentos nos planos de saúde e em medicamentos. Em contrapartida, os itens que apresentaram as menores variações mensais foram vestuário e calçados (0,4%) e comunicação (0,9%).
Composição dos preços
A análise por categorias indica que os preços sazonais lideraram a alta, com subida de 3,4%, influenciada pelo turismo de inverno e pelo preço de legumes. Os preços regulados, que incluem transporte público e eletricidade, subiram 2,3% no período.
O IPC Núcleo (Core), indicador que exclui componentes sazonais e preços regulados para medir a tendência de longo prazo, registrou alta de 1,6%. A variação interanual de 33,5% permanece, contudo, abaixo do pico de 36,6% observado em julho de 2025.
Variação regional
A inflação não foi uniforme nas diferentes regiões do país. A região Pampeana registrou o maior índice mensal, com 2,0%, enquanto o Grande Buenos Aires (GBA) e o Nordeste acompanharam a média nacional de 1,9%.
As menores altas foram observadas nas regiões de Cuyo e Patagônia, ambas com 1,6%. Nas regiões Pampeana, Noroeste e Cuyo, o peso principal no índice veio de alimentos e bebidas não alcoólicas, como pão, cereais e vegetais. Já no GBA, Nordeste e Patagônia, o impacto maior foi concentrado em habitação e serviços básicos.
