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Economia

Falta de incentivos fiscais coloca em risco investimentos no Sul do Espírito Santo, alerta Banco do Nordeste

Superintendente do Banco do Nordeste relata risco de perda de investimentos para outras regiões devido à falta de crédito e subsídios.

Por Redação Diário Local

Investimentos anunciados para o Sul do Espírito Santo correm o risco de serem transferidos para outras regiões devido à falta de incentivos fiscais. O alerta foi feito pelo superintendente estadual do Banco do Nordeste (BNB), Lourenzo de Oliveira.

O executivo relata preocupação entre empresários e lideranças políticas sobre a estagnação econômica da região Sul em comparação ao Norte do estado. Segundo Oliveira, a falta de condições favoráveis de crédito pode desestimular a manutenção de grandes projetos na área.

Entre as medidas defendidas está a ampliação do acesso ao Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para todo o Espírito Santo. Atualmente, o recurso está disponível apenas em parte dos municípios capixabas, e a expansão territorial depende da aprovação de um projeto de lei.

Como funciona o crédito do FNE?

As condições de crédito atuais nas áreas atendidas pelo fundo incluem financiamentos com juros entre 6% e 7% ao ano. O modelo oferece dois anos de carência e um prazo de 12 anos para o pagamento das parcelas.

Para o superintendente, o acesso a essas taxas é fundamental para viabilizar o investimento, a produção e o pagamento pelas empresas. Ele comparou o cenário com os juros da taxa Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano, ressaltando que o BNB não é indexado a esse índice de mercado.

O executivo também mencionou a possibilidade de redução de taxas quando há o uso combinado de recursos do FNE com recursos internos do banco.

Interesse de grandes indústrias

De acordo com o Banco do Nordeste, a montadora chinesa GWM já procurou a instituição para tratar do financiamento de projetos voltados à energia solar e ao uso de inteligência artificial. O banco também registrou que indústrias que se instalam no Espírito Santo costumam procurar a entidade para fomento.

Sobre os desafios do setor energético, Oliveira apontou que dificuldades na geração de energia solar têm travado projetos devido a sobrecargas no sistema. Ele defende uma regulamentação melhor e a priorização do financiamento de linhas de transmissão para garantir que a energia gerada chegue ao sistema.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.