Margem Equatorial pode ter até 41 bilhões de barris de petróleo, diz plano do governo
Estimativa consta no Plano Decenal de Expansão de Energia e aponta potencial nas bacias da Foz do Amazonas e Pará-Maranhão
Por Diário Local
A região da Margem Equatorial pode conter reservas de petróleo de pelo menos 41 bilhões de barris, segundo estimativas do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035. O documento foi aprovado pelo governo federal em 2 de julho e apresenta projeções para o setor de energia nos próximos 10 anos.
O plano foi elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e aponta que a região é considerada promissora para a produção de hidrocarbonetos (petróleo e gás natural). Embora as atividades na área ainda estejam em fase de pesquisa, o documento destaca as características da região.
De acordo com a EPE, as bacias da Margem Equatorial apresentam evolução geológica similar a formações encontradas na costa africana e em bacias vizinhas, no Suriname, Guiana e Guiana Francesa. Essa semelhança desperta o interesse de investidores devido ao potencial de descobertas similares às de outras partes do mundo.
O potencial de reservas está dividido entre duas áreas principais. A Bacia do Pará-Maranhão indica a possibilidade de ocorrência de até 30 bilhões de barris, de acordo com as estimativas iniciais do plano.
Já na Bacia da Foz do Amazonas, onde a Petrobras já conduz perfurações para pesquisa, o governo projeta volumes de petróleo com magnitude similar aos das bacias da Guiana e do Suriname, que possuem reservas provadas da ordem de 11 bilhões de barris.
Como deve ficar a produção nacional?
Atualmente, o Brasil produz, em média, 3,77 milhões de barris diários. Com o avanço das explorações, o PDE projeta que o país alcance uma produção de 4,9 milhões de barris por dia em 2035, o que representa uma alta de 22% sobre o nível atual.
O governo aposta na pesquisa da Margem Equatorial para manter a produção de petróleo e gás natural estável nas próximas décadas. Caso o sucesso exploratório em novas fronteiras se confirme, a produção nacional diária poderá atingir o patamar de 5 milhões de barris em 2035.
Para sustentar esse desempenho, o plano indica que será necessária a abertura de novas frentes produtivas a partir de 2031. O Ministério de Minas e Energia (MME) reforça que o país precisará de novas reservas exploratórias até 2030 para manter o ritmo de produção.
Até o momento, o Brasil não realizou novas descobertas de reservas nos últimos anos. Por isso, as pesquisas conduzidas na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas são vistas como fundamentais para a segurança energética do país.
