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Segurança Hídrica

Sistema Cantareira registra perda de 63 bilhões de litros de água em relação a 2025

Volume atual do reservatório é equivalente à captação de um mês no maior reservatório da Grande São Paulo; vazão está abaixo da média histórico.

Por Diário Local

O Sistema Cantareira opera na faixa de alerta neste início de julho e apresenta uma redução de quase 63 bilhões de litros de água em comparação ao mesmo período de 2025. O volume perdido equivale ao que é captado durante um mês no maior reservatório que abastece a Grande São Paulo.

Além do volume armazenado, o sistema registra uma vazão abaixo da média histórica. Até a quinta-feira (9), o reservatório recebia 17 mil litros de água por segundo, enquanto a média histórica para o mês é de 26,6 mil litros por segundo.

Por que o volume está abaixo da média?

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicou que, embora junho tenha registrado chuvas 193% superiores à média, o volume absoluto foi baixo e não alterou significativamente a vazão, devido ao período de estiagem. Como consequência, o indicador de seca (TSI) enquadra o Cantareira em condição de seca hidrológica entre fraca e moderada.

Segundo o Cemaden, caso as chuvas permaneçam dentro da média, a previsão é que o Cantareira chegue ao final de setembro com 36% de sua capacidade e, ao final de dezembro, com 45%. Apesar do cenário, o sistema terminaria o ano em situação menos crítica do que no encerramento de 2025, quando os níveis estavam em 20,2%.

Situação do Sistema Integrado Metropolitano

Apesar do cenário no Cantareira, o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que reúne os reservatórios que atendem a Grande São Paulo, apresenta números superiores aos de 2025. O acumulado de 1 trilhão de litros está 28 bilhões de litros acima do registrado em julho de 2025.

Quatro sistemas apresentam volumes maiores que no ano passado, com destaque para o Alto Tietê (28,3%) e o Guarapiranga (12,4%). No entanto, o governo aponta que os demais reservatórios têm sido sobrecarregados para suprir o déficit do Cantareira.

Medidas de segurança e previsões

O Governo do Estado de São Paulo afirmou que executa um plano de resiliência hídrica com mais de R$ 25 bilhões em investimentos para ampliar a segurança hídrica e modernizar o monitoramento. O governo informou que as projeções do CPTEC/INPE não indicam chuvas abaixo da média para o trimestre de julho, agosto e setembro no estado.

A Sabesp afirmou, em nota, que a captação de água nos mananciais segue os limites das regras operacionais. A companhia declarou que acompanha a evolução dos níveis dos reservatórios e que as projeções para 2026 confirmam a segurança do abastecimento.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.