Mini-índice apresenta leve baixa e mercado aguarda payroll dos EUA nesta sexta-feira (4)
Contratos de mini-índice (WINV26) fecharam em baixa após série de altas; payroll deve ditar volatilidade nesta sexta-feira (4).
Por Redação Diário Local
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão de quinta-feira (3) com uma leve baixa de 0,03%, operando aos 187.695 pontos. O movimento de correção ocorre após uma série de altas recentes e acontece em um cenário de cautela do mercado financeiro.
O Ibovespa também terminou o dia praticamente estável, com queda de 0,01%, aos 185.188,13 pontos. O desempenho encerrou uma sequência de 11 altas consecutivas. Durante o pregão, o índice chegou a registrar 188.891,50 pontos, mas perdeu força devido à realização de lucros e à expectativa pelo divulgado payroll dos Estados Unidos.
No setor de ações, a Vale e a Petrobras exerceram pressão sobre a Bolsa, enquanto o desempenho de bancos e da B3 limitou as perdas do índice principal.
O que esperar para esta sexta-feira (4)?
Para os operadores de mini-índice, o payroll será o principal ponto de atenção nesta sexta-feira (4). Os dados de emprego dos Estados Unidos podem alterar as projeções sobre os juros norte-americanos e o apetite ao risco global.
A análise técnica indica que o mini-índice perdeu impulso e está em uma região de definição no curto prazo. No gráfico de 15 minutos, o fechamento entre as médias móveis de 9 e 21 períodos sinaliza a redução do fluxo comprador.
Para que o movimento de correção continue, será necessária a entrada de fluxo vendedor capaz de romper o suporte entre 187.300 e 186.800 pontos. Caso essa faixa seja perdida, a pressão negativa pode levar o contrato para os níveis de 185.655 a 184.425 pontos.
Cenário de longo prazo
No gráfico diário, apesar do recuo recente, o contrato mantém a estrutura principal favorável aos compradores, permanecendo acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Para retomar o movimento de alta, o ativo precisa superar a região de 189.460 a 192.115 pontos.
Por outro lado, o indicador de força relativa (IFR) de 14 períodos registrou 73,04 pontos, posicionando o ativo na zona de sobrecompra. O indicador reforça que, embora a valorização recente tenha sido intensa, existe a necessidade de cautela diante de possíveis realizações de lucros.
