Mini-índice (WINQ26) fecha em queda de 1,87% com pressão do cenário externo
Contratos com vencimento em agosto perderam força após tensões no Oriente Médio e disparada do petróleo influenciarem as bolsas.
Por Davy Albuquerque
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (13/07) com queda de 1,87%, cotados a 177.400 pontos. O movimento interrompeu parte da recuperação recente e refletiu a cautela dos investidores diante de fatores externos.
No cenário internacional, o aumento das tensões no Oriente Médio, com a intensificação de confrontos entre Estados Unidos e Irã, pressionou os mercados. A alta no preço do petróleo gerou maior aversão ao risco, levando as bolsas de Nova York a registrarem perdas devido a preocupações com inflação e juros.
No mercado brasileiro, o Ibovespa acompanhou o desempenho negativo do exterior. As perdas de ações da Vale, de instituições bancárias e de empresas ligadas ao ciclo doméstico pressionaram o índice, enquanto a valorização da Petrobras, impulsionada pelo petróleo, limitou as baixas.
O que esperar do gráfico de 15 minutos?
No gráfico de 15 minutos, o mini-índice retomou o fluxo vendedor. O fechamento ocorreu entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, com predominância de vendedores na sessão.
Para continuidade da pressão de baixa, é necessário o rompimento da faixa entre 176.990 e 176.515 pontos. Caso isso ocorra, há potencial para aceleração das vendas rumo aos 175.900/175.490 pontos, com alvo em 174.965/174.360 pontos.
A retomada do movimento comprador depende da superação da resistência em 177.590/177.900 pontos. Com volume consistente, o índice pode buscar os 178.795/179.495 pontos e, em um movimento mais amplo, os 180.245/180.670 pontos.
Análise do gráfico diário e de 60 minutos
No gráfico diário, a queda ocorreu após o teste da média móvel de 200 períodos, região de pressão vendedora. Apesar do recuo, o índice permanece acima das médias de 9 e 21 períodos, mantendo parte da estrutura de recuperação.
Para confirmar uma nova alta, será fundamental o rompimento da média de 200 períodos e da resistência em 180.560/183.925 pontos. Por outro lado, a perda da faixa de 176.990/174.450 pontos pode reforçar a tendência de baixa, projetando o índice para os 172.000/170.210 pontos.
No gráfico de 60 minutos, o cenário perdeu força após o encerramento abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando deterioração do curto prazo. A intensificação das vendas depende da perda do suporte em 176.990/175.490 pontos, podendo buscar os 174.115/172.430 pontos.
Para retomar o fluxo comprador no gráfico de 60 minutos, o índice precisa superar a resistência em 178.595/180.670 pontos, visando inicialmente 181.515/183.215 pontos.
