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Economia

Futuros de Nova York operam em cenário misto com tensão no Oriente Médio e balanços bancários

Investidores monitoram escalada de tensões no Oriente Médio e aguardam divulgação de balanços de grandes bancos americanos.

Por Davy Albuquerque

Os índices futuros dos Estados Unidos operam com desempenho misto nesta terça-feira (14). O movimento ocorre enquanto investidores monitoram a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e aguardam a divulgação de balanços corporativos e novos dados sobre a inflação.

No campo corporativo, grandes bancos, como JPMorgan, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs e Bank of America, devem divulgar seus resultados referentes ao segundo trimestre antes da abertura do mercado americano. O cenário também é marcado pela agenda do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, que se reunirá com parlamentares no Capitólio para uma de suas primeiras apresentações de relatórios semestrais do banco central.

No mercado de commodities, os preços do petróleo registraram alta expressiva. O movimento foi impulsionado pelo anúncio de Donald Trump sobre planos para impor taxas de navegação no Estreito de Ormuz e restabelecer o bloqueio aos portos iranianos, o que elevou o receio de interrupções no fornecimento global de petróleo bruto.

Como operam os mercados globais?

Nos Estados Unidos, o Dow Jones Futuro opera com queda de 0,28% e o S&P 500 Futuro recua 0,06%. Em contrapartida, o Nasdaq Futuro apresenta alta de 0,40%.

Na Europa, os índices operam em queda, influenciados pela alta do petróleo e pelo temor de inflação persistente. O STOXX 600 recua 0,72%, acompanhado pelo DAX na Alemanha (-0,62%) e pelo CAC 40 na França (-0,87%).

Na Ásia-Pacífico, o fechamento foi majoritariamente positivo. Os mercados chineses lideraram com alta de 2,15%, enquanto o índice japonês Nikkei 225 subiu 0,74% e o Kospi, na Coreia do Sul, avançou 0,7%.

O que acontece com as commodities?

O petróleo WTI subiu 2,73%, cotado a US$ 80,27 o barril, enquanto o Brent avançou 3,29%, chegando a US$ 86,05. O minério de ferro negociado em Dalian subiu 1,81%, alcançando 760,50 iuanes (US$ 112,16).

A alta do minério de ferro é sustentada pela demanda de reposição de estoques de siderúrgicas chinesas e pelo aumento dos custos de frete devido às tensões em Ormuz, além de uma greve nas operações da BHP em Port Hedland.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.