Minidólar sobe 0,44% e encerra sessão em 5.160 pontos com tensão no Oriente Médio
Contratos com vencimento em agosto interrompem sequência de perdas após escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã.
Por Davy Albuquerque
Os contratos de minidólar com vencimento em agosto encerraram a sessão de 13 de julho com alta de 0,44%, cotados a 5.160 pontos. O resultado interrompeu a sequência recente de perdas do ativo.
A valorização acompanhou o cenário externo, onde o dólar ganhou força diante de moedas de países emergentes. O movimento foi motivado pela escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, incluindo novos ataques entre as duas nações e o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.
Esses eventos elevaram a aversão ao risco no mercado global e impulsionaram os preços do petróleo. No Brasil, o câmbio seguiu a tendência internacional em um dia que também contou com a divulgação do Boletim Focus e de uma nova pesquisa eleitoral.
O que influencia a volatilidade do mercado?
Para os operadores do mercado, os fatores que ditam a direção e a volatilidade do câmbio seguem sendo o cenário geopolítico, a trajetória das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, além do comportamento do petróleo.
No curto prazo, o gráfico de 15 minutos mostra que o minidólar retomou o fluxo comprador e voltou a operar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Entretanto, o contrato enfrenta dificuldade para superar a média móvel de 200 períodos, que atua como resistência imediata.
Para que a alta ganhe continuidade, é necessário o rompimento da faixa entre 5.165,5 e 5.185,5 pontos. Caso isso aconteça, o contrato pode buscar os níveis de 5.196 a 5.209,5 pontos, com alvos seguintes na região de 5.218,5 a 5.237,5 pontos.
Qual o cenário para o longo prazo?
Na análise do gráfico diário, a última sessão é vista como uma recuperação, mas o cenário principal permanece de baixa. O contrato segue sendo negociado abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que exige cautela para uma possível reversão consistente.
Para construir um movimento de alta estruturado, o ativo precisa superar a resistência entre 5.218,5 e 5.269,5 pontos. Se esse patamar for rompido, os próximos objetivos de preço são 5.340, 5.507 e 5.533 pontos.
Caso o fluxo de venda prevaleça, o principal suporte observado está na região entre 5.125 e 5.064 pontos. A perda desse intervalo pode levar o contrato a buscar níveis mais baixos, como 4.981 e 4.912 pontos.
