Minidólar fecha em alta de 0,98% e investidores focam em dados da inflação dos EUA
Contratos com vencimento em setembro encerraram a última sessão em alta, sob pressão de indicadores de inflação e cenário político nacional.
Por Redação Diário Local
Os contratos de minidólar (WDOU26), com vencimento em setembro, encerraram a sessão de terça-feira (11) em alta de 0,98%, cotados a 5.183,5 pontos. A valorização ocorreu diante de um cenário de elevação da percepção de risco no Brasil, influenciado pela liderança do presidente Lula em pesquisas eleitorais, pelo IPCA (índice de inflação) acima do esperado e pelo tom cauteloso da ata do Copom (Comitê de Política Monetária).
No exterior, a moeda norte-americana operou próxima da estabilidade, o que gerou um movimento de contramão em relação ao mercado doméstico. No Brasil, além do câmbio, o Ibovespa registrou queda firme, pressionado pelo rebaixamento da recomendação para as ações brasileiras feito pelo banco JPMorgan.
Para os operadores de minidólar, o foco nesta quarta-feira (12) está voltado para a divulgação do CPI (índice de preços ao consumidor) dos Estados Unidos. O dado de inflação americano é um dos principais motores de volatilidade para o câmbio global.
Outros fatores de atenção incluem as negociações entre Estados Unidos e Irã, o comportamento do preço do petróleo e, no campo doméstico, as perspectivas para os juros e o cenário eleitoral. Os juros futuros também apresentaram alta na última sessão.
Análise técnica do minidólar
Na análise do gráfico de 15 minutos, o minidólar encerrou a última sessão com fluxo positivo, dando continuidade ao movimento de alta. Contudo, o contrato perdeu força no final do pregão e terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos.
Para que a valorização se prolongue nesta quarta-feira (12), é necessária a entrada de volume comprador para superar a resistência entre 5.191,5 e 5.202 pontos. Caso ocorra o rompimento, o contrato pode avançar para a região de 5.222 a 5.232,5 pontos, com alvos mais longos entre 5.255 e 5.275 pontos.
Em sentido contrário, a retomada da baixa depende da perda do suporte entre 5.181,5 e 5.165 pontos. Se a pressão vendedora ganhar força, o ativo poderá ser conduzido às regiões de 5.145 e 5.122,5 pontos.
No gráfico diário, o posicionamento também é de alta, com o contrato negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para manter o cenário técnico favorável aos compradores, o minidólar precisará romper a faixa de 5.202 a 5.255 pontos, o que poderia abrir espaço para buscar os níveis de 5.303,5 a 5.377,5 pontos.
