Minidólar fecha em queda de 1,24% e opera abaixo de R$ 5,10 com pressão vendedora
Contratos com vencimento em agosto acompanharam o enfraquecimento da moeda americana nos Estados Unidos após dados de inflação abaixo do esperado.
Por Davy Albuquerque
Os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão de 14 de julho com queda de 1,24%, cotados a 5.096 pontos. O desempenho reforçou a pressão vendedora no mercado após o enfraquecimento da moeda americana no cenário internacional.
No cenário externo, o dólar perdeu força após a divulgação de um índice de inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos com resultados abaixo do esperado. O dado reforçou a percepção de uma menor pressão inflacionária no país norte-americano.
No Brasil, o câmbio acompanhou o movimento de desvalorização da moeda americana no exterior, levando o dólar comercial para patamares abaixo de R$ 5,10. O mercado segue reagindo aos indicadores globais e à trajetória dos juros.
Apesar da queda, investidores monitoram com cautela as próximas decisões do Federal Reserve (Fed). Dirigentes da autoridade monetária americana mantêm postura conservadora, indicando que novas altas de juros ainda podem ocorrer dependendo da evolução dos preços.
Como a análise técnica indica o minidólar?
No gráfico de 15 minutos, o minidólar retomou o fluxo vendedor de forma consistente e voltou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. A estrutura sinaliza continuidade da pressão de baixa no curtíssimo prazo.
Para que a tendência de queda se amplie, o mercado observa a perda da faixa de 5.086,5/5.081 pontos. Caso esse suporte seja rompido, o contrato pode acelerar em direção aos níveis de 5.072/5.064 pontos, com alvos mais longos entre 5.036 e 5.019 pontos.
Em uma eventual recuperação, será necessária a entrada de fluxo comprador para romper a resistência em 5.097,5/5.105 pontos. Acima desse intervalo, o ativo teria espaço para avançar até a faixa de 5.125/5.142,5 pontos.
No gráfico diário, a forte queda da última sessão reforçou a estrutura técnica fragilizada, com o contrato negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para reverter o cenário de baixa, os compradores precisam superar a faixa entre 5.165,5 e 5.218,5 pontos.
Já no gráfico de 60 minutos, o viés permanece claramente negativo. O ativo segue abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, e uma recuperação mais consistente dependerá do rompimento da região de 5.105/5.125 pontos.
