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Economia

Mini-índice fecha em alta de 0,50% e busca confirmação de recuperação após dados de inflação nos EUA

Contratos com vencimento em agosto retomaram o fluxo comprador após melhora no cenário externo com inflação americana abaixo do esperado.

Por Davy Albuquerque

Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão com alta de 0,50%, cotados a 178.200 pontos. O movimento marcou a retomada do fluxo comprador após uma queda registrada anteriormente.

O desempenho positivo foi influenciado pelo cenário externo, especialmente após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos. Como a inflação americana veio abaixo do esperado, houve uma redução nas preocupações quanto a novos aumentos de juros pelo Federal Reserve (o banco central americano), o que estimulou o apetite por risco e impulsionou as bolsas nos Estados Unidos.

No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento das bolsas americanas. A melhora na percepção sobre a política monetária nos Estados Unidos serviu de sustentação para o avanço do principal índice da bolsa brasileira.

O que observar no curto prazo?

Para os operadores de mini-índice, o foco permanece em três pilares principais: a trajetória dos juros nos Estados Unidos, os desdobramentos do cenário geopolítico e o comportamento do petróleo. Esses fatores continuam a influenciar a volatilidade e o fluxo do índice futuro.

Em análises de curto prazo, o índice negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para que a tendência de alta se confirme, é necessário o rompimento da resistência situada entre 178.660 e 178.970 pontos, com aumento de volume.

Caso ocorra o rompimento, os próximos alvos técnicos são as faixas de 179.220 a 179.495 pontos, podendo atingir, em um cenário de longo prazo, a região de 180.245 a 180.670 pontos.

Quais são os pontos de risco?

No cenário oposto, a retomada da pressão vendedora pode ocorrer caso o índice perca o suporte de 178.185 a 177.755 pontos. Se esse nível for rompido, há potencial para o ativo buscar os patamares de 177.490 a 176.990 pontos, com objetivo mais amplo em 176.515 a 175.900 pontos.

No gráfico diário, a resistência principal da tendência permanece na média móvel de 200 períodos. O movimento de alta só terá continuidade confirmada se o índice conseguir superar essa média e a resistência em 180.640 a 183.925 pontos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.