Diário Local
Petrobras

Petróleo em alta impulsiona ações de Petrobras, PRIO e PetroReconcavo com tensão no Oriente Médio

Escalada de conflito entre Estados Unidos e Irã eleva cotação do barril de Brent e coloca foco em produtoras de petróleo

Por Diário Local

O aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã voltou a colocar o petróleo e as ações de empresas do setor no centro das atenções do mercado financeiro. A cotação do barril Brent operou com alta de 0,7% nesta quinta-feira (9), valendo US$ 78,61, após registrar uma valorização de 5,2% na sessão anterior.

Para o mercado, o principal ponto de atenção é um possível fechamento do estreito de Ormuz. Analistas indicam que uma ameaça concreta ao fluxo de petróleo na região pode elevar o Brent para a faixa de US$ 80 a US$ 90. Em cenários mais severos, com bloqueios de navegação ou ataques à infraestrutura, os valores podem atingir entre US$ 90 e US$ 100.

Como as ações de petroleiras reagem ao preço do petróleo?

A valorização da commodity tende a melhorar a percepção sobre empresas produtoras e exportadoras. No entanto, o desempenho das ações também depende de fatores internos, como nível de produção, custos operacionais, endividamento e condições específicas de cada companhia. Além disso, o movimento depende do rompimento de regiões técnicas importantes nos gráficos.

Embora a alta do barril seja um fator positivo, os ativos ainda precisam superar resistências para confirmar movimentos de alta mais consistentes. Para as petroleiras, a tendência de curto prazo tem mostrado sinais de recuperação, mas a estrutura de longo prazo ainda exige monitoramento.

Qual o cenário para as ações da Petrobras?

A Petrobras (PETR4) acumula alta de 32,03% em 2026 e encerrou a última sessão cotada a R$ 39,65, com valorização de 3,15%. O papel voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, um sinal positivo para o curto prazo, embora a tendência de baixa das últimas semanas ainda exija cautela.

Para que o movimento comprador ganhe força, é necessário que a ação rompa a resistência de R$ 39,92 e, posteriormente, a de R$ 42,15. Caso isso ocorra, o ativo pode buscar R$ 45,81 e testar a máxima histórica de R$ 49,39. Por outro lado, se perder o suporte entre R$ 37,40 e R$ 35,50, a tendência de baixa pode ser retomada.

O que esperar das ações da PRIO e PetroReconcavo?

A PRIO (PRIO3) apresenta alta acumulada de 36,21% em 2026 e fechou a última sessão a R$ 56,42. A ação encontrou suporte em R$ 51,60 e iniciou recuperação acima das médias móveis, mas precisa superar a resistência de R$ 57,69 para confirmar a reversão de tendência. Se romper essa faixa, poderá buscar R$ 64,34 e a máxima de R$ 72,98.

Já a PetroReconcavo (RECV3) acumulou alta de 1,50% em 2026, fechando a R$ 10,15 com valorização de 6,04% na última sessão. O papel voltou a operar acima das médias móveis após encontrar suporte em R$ 9,47. Para que o fluxo comprador se consolide, é necessário o rompimento da resistência em R$ 10,21 e da média de 200 períodos, próxima de R$ 11,15.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.