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Petróleo fecha em alta nesta sexta-feira (7), mas acumula queda de 7,6% na semana

Apesar da alta registrada nesta sexta-feira (7), o petróleo WTI acumulou queda de 7,6% na semana por expectativa de acordo no Estreito de Ormuz.

Por Redação Diário Local

O petróleo registrou alta no fechamento desta sexta-feira (7), mas encerrou a semana com queda expressiva devido à expectativa de um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz. O barril do tipo WTI, negociado para setembro, subiu 1,15% (US$ 0,89) e fechou a US$ 78,18. Já o Brent, para outubro, avançou 1,29% (US$ 1,06), cotado a US$ 83,55.

Apesar do avanço no pregão do dia, o saldo acumulado dos últimos cinco dias é de retração. O WTI acumulou queda de 7,6% na semana, enquanto o Brent recuou 4,98%. O mercado monitora o otimismo de investidores quanto a tratativas que buscam reorganizar o tráfego marítimo na região.

As negociações entre os Estados Unidos e o Irã perderam ritmo no fim da semana, acompanhadas por relatos de confrontos na fronteira do Iêmen. Somado a isso, a intensificação de ações contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho gerou volatilidade e deu suporte à alta de sexta-feira (7).

No início da semana, o presidente americano Donald Trump afirmou que um acordo para retomar a navegação na via poderia ocorrer nos próximos dias. No entanto, o desfecho das tratativas para o Estreito de Ormuz ainda não foi concretizado até o momento.

Dados da empresa Kpler mostram que o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz caiu 33% nesta sexta-feira (7) em comparação ao dia anterior. A maioria das embarcações utilizou a rota iraniana no período. Em contrapartida, a atividade no estreito de Bab el-Mandeb subiu 18%, com 26 travessias confirmadas.

A fragilidade do cenário no Oriente Médio foi apontada pela analista de energia da Baringa, Ellen Fraser. Segundo a especialista, o nível de estoques globais, que servia como um amortecedor para o mercado de energia, está em processo de deterioração. Ela destaca que os estoques atingiram o menor nível em uma década.

Paralelamente, o setor de importação de petróleo na China apresentou recuperação no mês passado, após um período de baixa que durou quase dez anos. O aumento nos fluxos pelo Estreito de Ormuz e a busca de refinarias por fornecedores fora do Oriente Médio impulsionaram o movimento.

Entre os países que tiveram aumento nas vendas para as refinarias chinesas está a Rússia. O cenário reflete uma mudança nos fluxos de comércio global de energia em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.