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Economia

Petróleo Brent despenca mais de 9% após pausa em ataques no Oriente Médio

Preço do barril recua para menos de US$ 88 após suspensão de operações militares dos EUA contra o Irã e normalização de fluxos de carga.

Por Redação Diário Local

O petróleo Brent registrou uma queda superior a 9% em Londres nesta segunda-feira (27), recuando para o patamar de menos de US$ 88 o barril. O declínio ocorreu após os Estados Unidos suspenderem os ataques diários contra o Irã, que duravam quase duas semanas, e após a normalização do carregamento de carga em terminais de exportação no Cazaquistão.

A redução nos preços também foi observada na referência americana West Texas Intermediate (WTI) e no gás natural europeu. O movimento de queda acontece poucos dias após o Brent ter superado a marca de US$ 100 o barril.

Por que o preço do petróleo caiu?

A principal causa da desvalorização foi a pausa nas operações militares dos Estados Unidos contra o Irã. Após 13 noites de ataques destinados a reduzir a capacidade de ofensiva iraniana contra navios comerciais, os EUA suspenderam as operações desde o final da última sexta-feira (24).

A República Islâmica sinalizou que não realizaria retaliações e manteve diálogos sobre o Estreito de Ormuz. Segundo Saul Kavonic, analista sênior de energia da MST Marquee, a pausa nos ataques e o progresso nas negociações aumentaram as expectativas de que o fluxo de petróleo seja retomado com a desescalada.

Além do cenário geopolítico, houve alívio na oferta. Navios voltaram a se preparar para carregar petróleo no terminal do Caspian Pipeline Consortium, no Mar Negro, ponto vital para as exportações do Cazaquistão, que haviam sofrido interrupções por ataques de drones ucranianos.

Riscos e tensões no mercado

Apesar da queda, o cenário permanece volátil. O analista Saul Kavonic alertou que há um risco elevado de que qualquer cessar-fogo se mostre apenas temporário. O conflito na região já completa cinco meses e tem gerado receios de impacto inflacionário devido à redução dos estoques.

No Mar Vermelho, a situação também exige cautela. Embora militantes houthis no Iêmen tenham afirmado ter atingido instalações ligadas à Saudi Aramco nas cidades de Jizan e Yanbu no sábado (25), as informações não foram confirmadas pela produtora estatal nem por Riad.

O tráfego em pontos estratégicos continua abaixo do normal. No Estreito de Ormuz, dados da Kpler indicaram que apenas oito navios de carga realizaram a travessia no domingo (26). No mesmo dia, a televisão estatal iraniana informou que cinco de seis navios que tentavam usar uma rota ao sul de Ormuz foram forçados a retornar ao Golfo Pérsico.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.