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Economia

Preços de combustíveis sob pressão do petróleo desafiam subsídios do governo antes de eleição

Conflito no Oriente Médio eleva preço do barril e impulsiona alta de combustíveis, apesar de medidas de desoneração do governo federal.

Por Redação Diário Local

A alta nos preços do petróleo, decorrente do conflito no Oriente Médio, tem exercido pressão sobre os subsídios concedidos pelo governo federal para conter a inflação dos combustíveis. Embora medidas de desoneração tenham sido implementadas, a maioria dos derivados apresentou aumento no preço médio de revenda desde o início da guerra, ocorrido em 28 de fevereiro.

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina comum teve alta de 3,98% no período que vai de fevereiro até a semana encerrada em 12 de setembro, saltando de R$ 6,28 para R$ 6,53. O óleo diesel registrou um aumento de 8,62%, passando de R$ 6,03 para R$ 6,55 por litro.

O impacto dos combustíveis na economia é direto, visto que o setor de transportes influencia o valor do frete e, consequentemente, a inflação. Em março, por exemplo, o grupo de transportes registrou alta de 1,64%, puxado pelos derivados de petróleo.

Quais as medidas do governo para conter os preços?

O governo federal tem utilizado subvenções e isenções tributárias para tentar mitigar a alta. Em 9 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória 1.391/2026, que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro de óleo diesel de uso rodoviário. Para custear essas ações, foi publicado crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões, sendo R$ 5,607 bilhões destinados ao diesel rodoviário.

Outras ações incluem a redução temporária de R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, com vigência até 9 de outubro. No caso do etanol hidratado, também há isenção total de PIS/Pasep e Cofins no mesmo período, gerando alívio de R$ 0,19 por litro.

Por que os subsídios podem não ser suficientes?

Especialistas indicam que a eficácia das medidas enfrenta obstáculos estruturais. O presidente do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo (Sindecon-SP), Carlos Eduardo Oliveira Jr., pontua que a dependência de importações, especialmente de diesel, e os custos de distribuição podem impedir que o subsídio chegue integralmente ao consumidor final.

O professor da FIA Business School, Claudio Felisoni, reforça que o aumento dos custos de transporte e refino amplia a pressão sobre os preços. Segundo o economista, quanto mais prolongado for o conflito internacional, maior será a necessidade de desembolso público, o que torna a manutenção dos subsídios fiscalmente mais difícil.

O monitoramento dos preços ocorre em meio ao calendário eleitoral, com a votação do primeiro turno programada para o dia 4 de outubro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.