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Economia

Dívida da França deve atingir recorde de 119,3% do PIB em 2026, diz Ministério das Finanças

Ministério das Finanças projeta que relação dívida/PIB chegue a 121,7% em 2027 e alerta para deterioração das contas.

Por Redação Diário Local

A dívida pública da França deve atingir o patamar recorde de 119,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, de acordo com projeções do Ministério das Finanças divulgadas neste sábado (19). O endividamento do país deve continuar subindo, com uma previsão de 121,7% do PIB para o ano de 2027.

Os dados foram apresentados pelo Ministério das Finanças em declaração ao Conselho Superior de Finanças Públicas. O órgão é o responsável por avaliar as previsões de receitas e despesas dentro da proposta de orçamento do governo francês.

O cenário aponta para uma deterioração gradual das finanças públicas. Em 2025, o índice da dívida em relação ao PIB era de 115,7%, enquanto o governo registrava um patamar inferior a 100% no ano de 2019.

Além do crescimento da dívida, o ministério informou que a expectativa é de encerrar o ano corrente com um déficit orçamentário de 5,4%. O indicador reflete o descompasso entre o que o Estado arrecada e o que gasta.

Planos de contenção de gastos

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou, nesta quinta-feira (17), que a previsão é de que o déficit de 2026 fique abaixo de 5,5%. Para conter o avanço das contas públicas, o governo planeja um pacote de economia de 54 bilhões de euros (US$ 62 bilhões).

Este pacote de ajustes deve ser incluído no orçamento de 2027. O objetivo da medida é impedir que o déficit orçamentário saia do controle das autoridades financeiras.

A implementação dessas medidas de austeridade ocorre em um momento de instabilidade política. O governo enfrenta a tarefa de aprovar os cortes em um Parlamento que se encontra profundamente dividido.

Somado ao impasse legislativo, o governo lida com a pressão social. Os eleitores têm demonstrado preocupação crescente com o aumento do custo de vida, o que dificulta a aceitação de novas medidas de restrição fiscal.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.