Diário Local
Economia

Petróleo opera em queda nesta sexta-feira (24) após alta expressiva na semana

Preços do WTI e Brent recuaram nesta sexta-feira (24), mas acumularam alta de quase 10% no acumulado da semana.

Por Redação Diário Local

O preço do petróleo fechou em queda nesta sexta-feira (24), interrompendo uma sequência de altas que elevou a commodity em quase 10% no acumulado da semana. Os preços recuaram após o salto registrado na véspera, em meio a movimentos diplomáticos para reduzir a tensão no Oriente Médio.

O petróleo WTI para setembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou a sessão com queda de 3,12% (US$ 2,88), cotado a US$ 89,31 por barril. O mesmo aconteceu com o petróleo Brent para setembro, que fechou em queda de 3,88% (US$ 3,91), registrado a US$ 96,78 o barril.

O contrato mais líquido do Brent, referente a outubro, também apresentou recuo de 2,74%, fechando a US$ 91,68 por barril. Apesar do fechamento negativo nesta sexta-feira (24), o WTI acumulou alta de 9,2% na semana, enquanto o Brent para setembro subiu 9,85% no período.

Por que os preços recuaram?

O recuo ganhou força após o Brent atingir a marca de US$ 100 por barril na quinta-feira (23), primeiro nível alcançado em dois meses. O movimento de baixa é acompanhado por esforços de mediação do Paquistão e da China para retomar as negociações entre Estados Unidos e Irã, que estão paralisadas.

O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, aponta que o mercado apresenta um movimento de realização de lucros. Ele destaca ainda que a melhora no tráfego marítimo no estreito de Bab-el-Mandeb atua como um fator de pressão para a queda da commodity.

Por outro lado, o cenário de incertezas persiste no Golfo Pérsico, onde as ações militares entre Estados Unidos e Irã completaram 13 dias consecutivos de ataques nesta sexta-feira (24). O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, ameaçou países europeus caso permitam o uso de bases militares para operações americanas.

Em declaração nesta sexta-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter recebido garantias de Xi Jinping, da China, e de Vladimir Putin, da Rússia, de que não haverá fornecimento de armas ao Irã. A medida ocorre após o presidente americano sinalizar, na quinta-feira (23), que avalia ataques mais rigorosos ao país persa.

Para o analista do Deutsche Bank, Jim Reid, a retórica de escalada de conflitos gera temores de um choque estagflacionário prolongado. Segundo o especialista, as restrições de oferta ligadas ao conflito devem continuar sendo o principal fator de comando para o mercado de petróleo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.