Movimento empresarial busca ampliar planejamento de longo prazo no Espírito Santo
Modelo de parceria entre os setores público e privado visa dar continuidade a políticas de Estado além de ciclos eleitorais.
Por Redação Diário Local
O processo de mobilização da sociedade capixaba tem focado na construção de planos de longo prazo para o desenvolvimento do Espírito Santo, buscando garantir a continuidade de políticas de Estado para além dos ciclos políticos.
Desde o início dos anos 2000, diferentes grupos da sociedade civil, incluindo movimentos empresariais e associações, organizaram-se para propor mudanças no ambiente de negócios e enfrentar dificuldades financeiras e institucionais no Estado. Essa mobilização resultou na criação de estruturas de planejamento que articulam os setores público e privado.
A estratégia baseia-se no entendimento de que o planejamento deve ser um processo dinâmico, que acompanha a evolução da realidade para ajustar rotas e redesenhar prioridades, em vez de ser apenas um documento arquivado.
Como funcionam os planos de desenvolvimento no ES?
O modelo de parceria entre os setores público e privado utiliza o diálogo técnico e político para criar visões de futuro compartilhadas. Ao longo das últimas décadas, diversas iniciativas foram implementadas para estruturar o crescimento estadual.
Entre os projetos realizados, destacam-se o ES 2025 – Plano de Desenvolvimento do Espírito Santo 2025, construído entre o governo estadual e o movimento ES em Ação, além de planos específicos para logística, transportes e agricultura, como o PELTES e o PEDEAG.
Essas ferramentas permitem que o Estado tenha cenários de crescimento definidos e projetos estruturantes que possam ser monitorados e avaliados de forma técnica e mensurável.
O que mudou com o plano ES 500 Anos?
A evolução do planejamento culminou no lançamento do plano ES 500 Anos. Diferente de iniciativas anteriores, este plano foi estabelecido por lei, o que garante uma estrutura de governança mais robusta para a articulação entre os setores público e privado.
O novo modelo incorpora metodologias para lidar com problemas complexos, como a descarbonização e a resiliência climática. O foco agora está no monitoramento contínuo e na avaliação periódica das ações adotadas.
A ideia é que o planejamento e o monitoramento caminhem juntos para assegurar que as metas de longo prazo sejam alcançadas de forma sustentável, com a participação ativa da sociedade e das instituições.
