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Política

Sucessor de Lula deve emergir naturalmente se PT estiver forte, afirma Edinho Silva

Presidente do PT afirmou que sigla passará por mudanças para preparar nova liderança para 2030 após reeleição de Lula.

Por Redação Diário Local

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou que a sigla trabalhará para que um sucessor de Luiz Inácio Lula da Silva surja de forma natural para as eleições de 2030. Segundo o dirigente, o partido passará por mudanças profundas para manter a base mobilizada e garantir que uma nova liderança emerja conforme a organização nacional e a sintonia com o eleitorado.

As declarações foram feitas nesta quinta-feira (29). Como Lula foi reeleito e não poderá disputar um terceiro mandato consecutivo devido à legislação eleitoral, o PT terá os próximos quatro anos para estruturar a sucessão política.

Edinho Silva reconheceu que o partido cometeu erros durante o primeiro turno do pleito deste ano. O presidente da sigla avaliou que o atual presidente enfrentou pressões do poder econômico, das grandes empresas de tecnologia (big techs) e de ingerências externas para garantir a vitória nas urnas.

Sobre a composição do governo, o dirigente indicou que o PT está disposto a negociar espaços com partidos aliados para construir a sustentação política necessária. No entanto, Edinho ressaltou que a sigla cobrará lealdade política daqueles que participarem da base de apoio.

No campo econômico, o presidente do PT destacou a evolução das contas públicas. Ele afirmou que o governo recebeu os cofres com um déficit de 2,6% e que, ao final do terceiro mandato, a Lei Orçamentária já prevê a entrega de superávit.

Edinho citou ainda a implementação do arcabouço fiscal e da Reforma Tributária como parte desse esforço para enfrentar privilégios. Para o dirigente, o resultado nas contas públicas deve servir como respaldo contra discursos que não condizem com a realidade econômica atual.

Questionado sobre a política monetária, o dirigente afirmou que o Banco Central (BC) perdeu o momento oportuno (timing) para realizar a redução da taxa de juros antes do início da crise no Oriente Médio.

Quanto à permanência de Gabriel Galípolo na presidência da autarquia, Edinho evitou entrar em detalhes sobre a indicação. O presidente da sigla declarou que as definições sobre cargos no Banco Central cabem ao presidente Lula.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.