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Economia

Produção global de cerveja cai 0,7% em 2025 e impulsiona busca por bebidas sem álcool

Queda no consumo mundial de cerveja afeta grandes produtores e força empresas a investirem em versões sem álcool para compensar perdas.

Por Redação Diário Local

A produção global de cerveja recuou 0,7% em 2025, totalizando 189,6 bilhões de litros, de acordo com análise da BarthHaas, maior comerciante de lúpulo do mundo. O declínio reflete mudanças nos hábitos de consumo, com o crescimento da popularidade de bebidas sem álcool em diversas regiões.

O recuo foi observado em importantes centros produtores. Na Europa, a produção caiu 1,6%, chegando a 51 bilhões de litros, com impactos na Alemanha e na Polônia. A América do Norte também registrou queda de 1,9%, com os Estados Unidos apresentando uma redução de quase um bilhão de litros.

Em contraste, a América do Sul apresentou alta de 1,7%, alcançando 25 bilhões de litros, movimento impulsionado pelo desempenho do Brasil, cuja produção superou a marca de 15 bilhões de litros. A África também registrou crescimento de 2,6%.

Por que o setor enfrenta crise na Europa?

Na Alemanha, o setor atravessa um período de instabilidade. Dados do Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) apontam que as cervejarias alemãs tiveram, em 2025, a maior queda nas vendas desde o início dos registros em 1993. As vendas recuaram 6% em comparação ao ano anterior, totalizando cerca de 7,8 bilhões de litros.

A crise é alimentada por uma combinação de fatores: o aumento dos custos de energia, pessoal, transporte e embalagem, somado à cautela dos consumidores diante de incertezas econômicas. Além disso, há uma tendência de abstinência de álcool, especialmente entre o público mais jovem.

A Associação Alemã de Cervejeiros informou que aproximadamente 100 cervejarias fecharam as portas desde o final de 2019. Grandes marcas também sentem o impacto; a Veltins, por exemplo, viu as vendas de sua principal cerveja cair cerca de 4,3%.

Busca por novos mercados e bebidas sem álcool

Para tentar compensar a perda de mercado, as empresas estão diversificando o portfólio com bebidas não alcoólicas, como sucos gaseificados, energéticos e águas aromatizadas. Na Alemanha, as cervejas sem álcool já ocupam mais de 10% do mercado de bebidas.

Apesar do movimento de expansão para esses produtos, especialistas alertam que o mercado pode enfrentar saturação em breve. O diretor-geral da BarthHaas, Thomas Raiser, prevê que a produção global de cerveja deve permanecer praticamente inalterada ou apresentar uma leve queda nos próximos períodos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.