Real ganha força e abre janela de oportunidade para viagens ao exterior com moedas mais baratas
Fortalecimento da moeda brasileira frente ao dólar e queda do euro e iene reduzem custos de viagens para o exterior.
Por Redação Diário Local
A valorização do real frente ao dólar e a queda de moedas como o euro e o iene criam um cenário favorável para viagens ao exterior em 2026. Desde o início do ano, o dólar acumula uma queda de 7%, o que fortalece o poder de compra do brasileiro em diversos destinos internacionais.
O euro apresenta uma desvalorização de 2% em relação ao dólar no período, o que o torna 9% mais barato para quem utiliza o real. Em um orçamento de R$ 10 mil, por exemplo, o custo para uma viagem à Europa cairia para R$ 9,1 mil. Outros destinos também apresentam custos reduzidos, como o Japão, onde o iene recuou 3,5% frente ao dólar, tornando as despesas 10,5% menores, e a Índia, com a rúpia perdendo 7% perante a moeda americana, o que representa uma queda de 14% em relação ao real.
Por que o real está se valorizando?
A força da moeda brasileira é explicada por uma combinação de fatores econômicos. Um dos principais motivos é o nível elevado da taxa Selic, que está em 14,25% ao ano. Esse patamar cria um diferencial de juros de 10,5% em relação às taxas dos Estados Unidos, atraindo investidores estrangeiros para o Brasil.
Esse movimento é estimulado pelo chamado "carry trade", operação na qual investidores tomam recursos em moedas com juros baixos para aplicar em países com rendimentos mais altos, como o Brasil. Além disso, a alta nos preços do petróleo favorece a entrada de dólares no país devido às exportações da commodity.
Como o câmbio impacta outras moedas?
O euro tem perdido terreno frente ao dólar devido a um cenário de inflação em alta e diferenças nas taxas de juros que favorecem os EUA. Há também uma migração de recursos de bolsas europeias para ações de tecnologia americanas, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial.
Por outro lado, países importadores de combustíveis, como a Índia, enfrentam pressão devido ao conflito no Irã, o que afeta o fluxo de investimentos para essas regiões.
Qual a estratégia para quem viaja?
Para evitar surpresas com a volatilidade do câmbio, especialistas sugerem a aplicação regular em investimentos de curto prazo e liquidez diária em dólar. Uma opção são os Treasuries, títulos do governo dos EUA que apresentam retornos historicamente elevados devido às expectativas sobre a política monetária americana.
O investidor brasileiro pode acessar esses títulos por meio de ETFs internacionais. Alguns modelos de curto prazo rendem cerca de 4% ao ano em dólar, apresentando baixa volatilidade por serem papéis com vencimentos curtos.
