Salário mínimo deve chegar a R$ 1.741 em 2027, afirma ministro da Fazenda
Valor previsto para o próximo ano reflete projeção de inflação de 4,93% e garante reajuste para benefícios da Previdência
Por Redação Diário Local
O salário mínimo previsto para 2027 será de R$ 1.741, informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta segunda-feira (24). O anúncio foi feito durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.
O valor representa um acréscimo de R$ 24 em relação à estimativa anterior, que projetava o piso em R$ 1.717. A nova previsão, que constará no PLOA, reflete uma projeção de inflação de 4,93% feita pela Secretaria de Política Econômica, influenciada pelos possíveis impactos do fenômeno El Niño nos preços dos alimentos.
O ministro destacou que o reajuste será estendido à Previdência Social e aos benefícios sociais que possuem indexação ao piso nacional. Durigan afirmou que o governo pretende cumprir a legislação brasileira e negou qualquer intenção de desvincular os benefícios do salário mínimo.
Como é feito o cálculo do reajuste?
O cálculo do novo valor segue a política de valorização, que soma a inflação à variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. O procedimento respeita o limite de 2,5% estabelecido pelo arcabouço fiscal para a expansão dos gastos.
De acordo com o titular da Fazenda, o reajuste do mínimo é essencial para privilegiar a população mais carente. Ele reforçou que o valor definido tanto para os trabalhadores quanto para os benefícios assistenciais combate informações falsas que circulam em redes sociais sobre uma possível desvinculação.
Planejamento do orçamento
A reunião entre os ministros que compõem a Junta de Execução Orçamentária (JEO) e o presidente ocorreu no fim da tarde desta segunda-feira (24). O grupo tratou das definições do PLOA de 2027, que deve ser apresentado ao Congresso Nacional até o próximo domingo (31).
Durigan classificou o orçamento para 2027 como "muito diferente" do que o atual governo recebeu em 2023, descrevendo a nova peça orçamentária como robusta. Ele afirmou que as definições já foram tomadas para garantir a entrega do projeto ao Legislativo dentro do prazo.
Para o ministro, as medidas adotadas buscam dar racionalidade ao orçamento. Segundo ele, o crescimento das despesas obrigatórias para o próximo período deve ser um pouco inferior ao aumento geral previsto para o orçamento total, permitindo que a regra do arcabouço fiscal sustente o ganho real.
