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Rio de Janeiro

Taxas de condomínio no Rio crescem acima da inflação e forçam redução de aluguéis

Levantamento aponta que o Centro registrou a maior alta nas taxas condominiais, superando o IPCA no último ano.

Por Redação Diário Local

As taxas de condomínio no Rio de Janeiro registraram alta superior à inflação nos últimos 12 meses, o que tem obrigado proprietários a negociarem valores menores de aluguel para manter a ocupação dos imóveis. De acordo com levantamento do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio), analisando o período até junho deste ano, o Centro foi o bairro com o maior aumento, registrando uma alta de 11,8%, enquanto o IPCA (índice oficial de inflação) ficou em 4,64%.

O cenário tem impactado o planejamento financeiro de moradores em diferentes regiões da cidade. No Jardim Botânico, na Zona Sul, o aumento das taxas condominiais também é expressivo, afetando o custo de vida de quem se muda para a área.

Por que os condomínios estão ficando mais caros?

O aumento nas despesas está atrelado a diversos fatores operacionais e econômicos. Especialistas apontam que os gastos com água e segurança são os principais responsáveis pela elevação das contas. Em algumas regiões, especialmente no Centro, o impacto do consumo de água no valor do condomínio pode chegar a 40%.

Outro fator determinante é o aumento da inadimplência. Segundo Marcelo Borges, presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), a inadimplência superou os dois dígitos, com uma medição recente indicando crescimento de 13%. Esse índice pressiona o rateio das despesas fixas entre os demais moradores.

Além disso, mudanças na infraestrutura dos prédios, como a instalação de sistemas de biometria e o aumento do uso de elevadores, também contribuem para a elevação da conta de energia e manutenção geral.

Impacto nos valores de locação

A escalada nos custos de manutenção tem gerado um efeito direto no mercado de locação. Para evitar a desocupação de unidades, muitos proprietários têm buscado reduzir o valor do aluguel como forma de compensar o peso do condomínio no orçamento total do inquilino.

Na Zona Norte, a situação é crítica em bairros como Madureira e Méier. Dados do Secovi-Rio mostram que, em Madureira, a taxa de condomínio chega a representar 48,5% do valor do aluguel, enquanto no Méier o índice é de 46,8%.

Segundo a Abadi, o equilíbrio entre locação, condomínio e IPTU é essencial para a viabilidade do negócio. Quando o condomínio é excessivamente alto, o valor do aluguel precisa ser ajustado para que a moradia permaneça atrativa.

Como fiscalizar os gastos do condomínio?

Para evitar reajustes injustificados, profissionais do setor recomendam que os moradores acompanhem de perto a gestão financeira dos edifícios. Participar de assembleias para votar a previsão orçamentária é considerado a primeira linha de defesa do condômino.

Além das reuniões, é possível fiscalizar as pastas de prestação de contas e buscar participação no Conselho Fiscal. Em casos de suspeita de descontrole financeiro ou irregularidades, o Código Civil permite que os moradores cobrem auditorias independentes por meio de assembleia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.