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Economia

Tesouro IPCA+ exige cerca de 11 anos para acumular R$ 100 mil com aportes de R$ 500

Simulação com aportes mensais de R$ 500 mostra que títulos de curto e longo prazo levam entre 10 e 11 anos para atingir a meta

Por Redação Diário Local

O tempo necessário para acumular R$ 100 mil investindo R$ 500 todos os meses em títulos do Tesouro IPCA+ varia entre 10 e pouco mais de 11 anos. A estimativa é fruto de uma simulação realizada por João Debom, sócio da Alude Capital, que testou diferentes prazos de maturação dos papéis atrelados à inflação.

A análise considerou quatro títulos distintos do programa Tesouro Direto. O resultado mostrou que o tempo para atingir a meta é parecido entre os diferentes vencimentos, devido ao equilíbrio entre as taxas pagas e o tempo de aplicação.

Por que os prazos são semelhantes?

A proximidade nos resultados ocorre por um fator matemático. Os títulos com vencimento mais curto, como os de 2029 e 2032, oferecem taxas reais ligeiramente superiores, mas possuem um prazo de maturação menor.

Em contrapartida, os títulos de longo prazo, como os de 2040 e 2050, pagam um prêmio menor, mas se beneficiam de uma janela de tempo muito mais extensa para a capitalização dos juros. Esse movimento acaba equilibrando o tempo total de acumulação.

Atenção ao vencimento dos títulos

Há um ponto de atenção para quem foca nos papéis de curto prazo. Nos títulos com vencimento em 2029 e 2032, o tempo estimado de 10,6 anos para alcançar os R$ 100 mil é maior do que o prazo de vigência do próprio título.

Na prática, isso significa que o investidor receberá o dinheiro de volta antes de atingir o objetivo, precisando realizar uma nova aplicação para continuar o processo. Vale ressaltar que a simulação não leva em conta o desconto do Imposto de Renda nem a taxa de custódia da B3, que é de 0,20% ao ano.

Riscos e volatilidade

Apesar do potencial de acúmulo, o Tesouro IPCA+ exige cautela. Ricardo Gallo, sócio da Ethica Serviços Financeiros, alerta que esses papéis estão sujeitos à marcação a mercado, o que pode causar volatilidade nos preços por conta de mudanças na curva de juros.

Por serem títulos de longa duração, qualquer oscilação nos juros pode gerar variações no valor do ativo na corretora. Por isso, o especialista afirma que o investimento é adequado para perfis previdenciários e de longo prazo, não devendo ser usado como reserva de emergência ou caixa de curto prazo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.