Donald Trump critica ExxonMobil e Chevron por lucros com alta do petróleo
Presidente afirma que empresas lucraram excessivamente com a guerra no Irã e exige redução nos preços para o consumidor.
Por Redação Diário Local
O presidente Donald Trump criticou publicamente a ExxonMobil e a Chevron, duas das maiores petrolíferas dos Estados Unidos, pelo lucro obtido com a alta nos preços do petróleo. Durante entrevista a jornalistas realizada nesta segunda-feira (3), o presidente afirmou que as companhias deveriam devolver parte desses ganhos ao público.
As declarações de Trump surgiram três dias após as empresas divulgarem resultados financeiros expressivos referentes ao segundo trimestre de 2026. O desempenho das petrolíferas foi impulsionado pela guerra em curso contra o Irã, fator que mantém a valorização do barril de petróleo no mercado global.
O presidente demonstrou insatisfação com os balanços apresentados pelas empresas. “Não gosto disso”, afirmou o republicano. Segundo Trump, tanto a Chevron quanto a ExxonMobil obtiveram "dinheiro demais" com o cenário atual.
O caso da Chevron é emblemático, tendo registrado o seu maior lucro trimestral em pelo menos seis anos. A escalada de preços dos combustíveis nos Estados Unidos levou o presidente a cobrar que as corporações reduzam os valores cobrados nas bombas.
“Elas é que deveriam cortar o preço no varejo, o preço ao consumidor”, defendeu Trump. O presidente também argumentou que os preços do petróleo devem cair drasticamente assim que o conflito com o Irã for encerrado.
Impacto nos preços e cenário político
O preço médio da gasolina nos Estados Unidos está em aproximadamente US$ 4,10 por galão. De acordo com dados apurados, esse valor representa uma alta superior a 30% desde o início deste ano, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irã.
Embora os preços globais do petróleo tenham apresentado queda após o cancelamento de um ataque massivo planejado contra o Irã no último fim de semana, a tendência é que os preços nos postos de combustíveis demorem a reagir.
A pressão inflacionária sobre os combustíveis representa um risco político para Trump. O cenário ocorre às vésperas das eleições de meio de mandato, em novembro, quando o Partido Republicano busca manter o controle do Congresso.
