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Turismo

Turismo de luxo no Brasil é majoritariamente doméstico, mas busca de estrangeiros cresce

Hóspedes de alto poder aquisitivo no Brasil são 70% nacionais, mas fluxo de visitantes internacionais apresenta curva de alta.

Por Redação Diário Local

O turismo de luxo no Brasil é composto, em sua maioria, por hóspedes domésticos, que representam 70% do total. No entanto, o número de viajantes estrangeiros em busca de experiências de alto padrão tem apresentado crescimento constante no país, de acordo com o anuário da Brazilian Luxury Travel Association (BLTA) lançado nesta semana em São Paulo.

Os dados, referentes ao ano de 2025, mostram que o perfil do consumidor de luxo no Brasil é focado em lazer durante feriados, finais de semana e períodos de férias. Esse público costuma concentrar estadias em hotéis, resorts, lodges e pousadas por um período que varia de três a sete dias.

O avanço dos turistas internacionais

Embora o público brasileiro ainda seja o principal motor do setor, a curva de crescimento dos visitantes estrangeiros é relevante. Segundo informações da Embratur captadas pela BLTA, a fatia de turistas vindos da Europa no segmento de luxo subiu de 9% para 14% no último período registrado.

O crescimento também foi observado em outros mercados: hóspedes da América do Norte passaram de 7% para 9%, enquanto os da América Latina subiram de 3% para 5%. Já os viajantes vindos de outras regiões, especialmente da Ásia, avançaram de 2% para 3%.

De acordo com dados da Embratur utilizados pela OCDE, o Brasil foi o quarto país que mais aumentou o volume de turistas internacionais entre 2019 e 2025. Nesse intervalo, o fluxo de visitantes estrangeiros subiu 46%, saltando de 6,3 milhões para 9,3 milhões de pessoas. As projeções para 2026 indicam que o número pode chegar a 10 milhões.

Serviços e preferências do setor

O lazer é a principal motivação para as viagens de luxo. Na sequência, aparecem os motivos de negócios e eventos corporativos e viagens com familiares ou amigos, ambos com 10,5% de preferência. Eventos sociais representam 6% das viagens, seguidos por festas e eventos do calendário local, com 4,5%.

No que diz respeito ao que os hóspedes mais buscam, o bem-estar, o relaxamento e o uso de spas continuam no topo das preferências, sendo mencionados por 93% dos empreendimentos pesquisados. Entre os serviços mais solicitados, destacam-se as massagens (92%) e a gastronomia (85%), seguidos por serviços personalizados (65%) e experiências VIP (53%).

A pesquisa realizada em 63 meios de hospedagem — que inclui hotéis, pousadas, lodges e resorts — estimou um faturamento bruto de R$ 3,34 bilhões, com uma diária média de R$ 3.109 e ocupação estável em 50%.

Sustentabilidade e agenda ESG

O compromisso com a agenda ESG (ambiental, social e governança) também avançou entre os associados da BLTA. Entre os respondentes, 35,48% dos meios de hospedagem e 28,57% das operadoras afirmaram já possuir ou estar em processo de obtenção de certificação de sustentabilidade.

A associação conta, em agosto de 2026, com 74 associados, sendo 66 meios de hospedagem e 8 operadoras de viagens. Mais da metade desses estabelecimentos (52%) está localizada em áreas de praia, reforçando o litoral como um dos principais ativos da oferta de luxo no país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.