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Economia

Inadimplência de aluguel cai para o menor nível em três anos, mas desigualdade persiste

Taxa nacional de atrasos caiu para 3,05% em julho, mas contratos de menor valor e imóveis comerciais seguem com índices altos.

Por Redação Diário Local

A taxa de inadimplência dos aluguéis no Brasil caiu em julho e atingiu o menor nível registrado em três anos. O índice nacional recuou para 3,05%, ante os 3,20% observados em junho, conforme dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica.

A redução de 0,15 ponto percentual na média nacional reflete um movimento de queda que também foi observado nas cinco regiões do país. O patamar de 3,05% é o menor desde junho de 2023, quando a taxa era de 3,03%.

Apesar do cenário de melhora geral, o levantamento revela que o alívio ocorre de forma desigual entre diferentes perfis de locação, com maior pressão sobre contratos de baixo valor e imóveis comerciais.

Por que a inadimplência é maior em contratos baixos?

A análise por faixa de preço mostra que os segmentos mais vulneráveis ainda registram índices muito superiores à média do mercado. Nos imóveis comerciais com aluguel de até R$ 1 mil, a inadimplência em julho foi de 7,27%, o que equivale a mais que o dobro dos 3,05% registrados pelo mercado como um todo.

No mercado residencial, o cenário é similar. Os contratos de até R$ 1 mil registraram 5,99% de atrasos em julho, após 6,27% em junho. Em contrapartida, faixas intermediárias, como imóveis residenciais entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, apresentam apenas 1,74% de inadimplência.

Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o recuo é um alívio para as famílias, mas o cenário de juros elevados e custo de vida pressionado exige atenção aos próximos meses, já que gastos com alimentação e transporte podem comprometer o pagamento do aluguel.

Como se comportam os tipos de imóveis?

A evolução da inadimplência também variou conforme o tipo de imóvel. Em casas, a taxa caiu de 3,45% para 3,29%. Já nos apartamentos, a mudança foi pequena, passando de 2,16% para 2,14%.

O setor comercial permanece como o de maior dificuldade, com uma taxa de 4,17% em julho, valor que é quase o dobro da inadimplência registrada em apartamentos (2,14%).

O levantamento, que utiliza informações de mais de 800 mil locatários, considera como inadimplentes aqueles boletos sem pagamento por mais de 60 dias ou quitados com atraso superior a esse período.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.