Diário Local
Economia

União Europeia aprova compra da Warner pela Paramount Skydance por US$ 110 bilhões

Para receber aprovação da União Europeia, Paramount Skydance terá que encerrar parceria de distribuição de filmes com a Universal Pictures no continente.

Por Redação Diário Local

A União Europeia aprovou, nesta quarta-feira (22), a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, em uma operação avaliada em US$ 110 bilhões. Para receber o aval antitruste do bloco, a empresa comprometeu-se a encerrar uma parceria de distribuição de filmes com a Universal Pictures no continente europeu.

Segundo a Comissão Europeia, a Paramount Skydance deve finalizar a parceria de distribuição (joint venture) mantida com a Universal em até 13 meses após o fechamento do negócio. A companhia também assumiu o compromisso de não firmar novos contratos de distribuição de filmes com a concorrente na Europa pelo prazo de 10 anos.

Apesar da aprovação europeia, a transação enfrenta entraves jurídicos nos Estados Unidos. A Justiça norte-americana determinou a suspensão temporária do negócio após pedido de uma coalizão liderada pelo estado da Califórnia e acompanhada por outros 11 estados, que alegam impactos negativos na concorrência.

O Departamento de Justiça dos EUA já havia manifestado aprovação para a fusão, mas o processo segue sob resistência. Caso a paralisação judicial se estenda além de 30 de setembro de 2026, o presidente-executivo da Paramount, David Ellison, terá de pagar uma taxa diária estimada em US$ 7 milhões aos acionistas da Warner Bros.

A operação também é alvo de uma ação judicial movida pelo sindicato dos roteiristas norte-americanos (Writers Guild of America). Além do imbróglio nos EUA, a fusão passa por análise de órgãos reguladores no Reino Unido.

No Brasil, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição na quarta-feira (8). Para o órgão, a operação é compatível com a livre concorrência no mercado brasileiro de entretenimento.

A decisão do Cade ainda não é definitiva. O negócio será validado automaticamente pela autarquia caso nenhum conselheiro peça que o tema seja analisado pelo Tribunal do Cade no prazo de 15 dias.

Enquanto aguarda as definições finais, a fusão segue sob o escrutínio de diversas autoridades antitruste em outros países ao redor do mundo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.