TSE recebe três missões internacionais para observar eleições de 2026
União Europeia, Liga dos Estados Árabes e Uniore acompanharão desde a preparação dos sistemas até a divulgação dos resultados.
Por Redação Diário Local
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu representantes de três missões internacionais que atuarão como observadoras durante o processo eleitoral de 2026. As equipes são da União Europeia, da Liga dos Estados Árabes e da União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore).
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, recebeu os representantes na última terça-feira (1º). Na ocasião, foram assinados os acordos que formalizam a atuação dos grupos durante o pleito.
As missões terão acesso a diversas etapas das eleições, desde a preparação dos sistemas e a instalação das mesas eleitorais até a votação e a divulgação dos resultados. Os observadores poderão circular pelo país durante o dia da votação e visitar as instalações da Justiça Eleitoral.
Os grupos também poderão solicitar informações ao TSE, acompanhar o processamento de denúncias e avaliar os sistemas usados na votação e na transmissão dos dados. Os acordos estabelecem que a atuação deve respeitar a Constituição e a legislação brasileira, incluindo o sigilo do voto e a proteção de dados pessoais.
Atuação da União Europeia e dos Estados Árabes
A missão da União Europeia é formada por seis especialistas e acompanhará o processo até a divulgação final dos resultados. A equipe analisará temas como tecnologia, administração eleitoral, desinformação em redes sociais, legislação, partidos políticos e financiamento de campanhas.
Segundo a chefe da missão europeia, Tania Marques, o grupo realizará uma análise completa de todo o processo. Além de Tania, a equipe conta com especialistas em áreas jurídica, comunicação digital, tecnologia e processos eleitorais.
A participação da Liga dos Estados Árabes será inédita em uma eleição brasileira. O chefe da missão no Brasil, embaixador Ibrahim Alzeben, afirmou que a estreia da organização fortalece as relações entre o Brasil e o mundo árabe.
Alzeben também elogiou o sistema eletrônico de votação brasileiro. Segundo o embaixador, a utilização da urna eletrônica, apoiada por procedimentos de segurança, é uma experiência reconhecida pela eficiência e confiabilidade.
Monitoramento da Uniore
A missão da Uniore acompanhará o primeiro turno e, caso ocorra, o segundo turno das eleições. O grupo é chefiado por Hernán Penagos Giraldo, que é o registrador nacional da Colômbia.
A equipe da Uniore conta com representantes da Argentina e do Chile, além da coordenação de operações do IIDH/CAPEL. A entidade reúne organismos eleitorais da região para intercâmbio de experiências e práticas relacionadas a processos de votação.
Ao final dos trabalhos, cada uma das missões deverá publicar um relatório oficial com a avaliação detalhada do processo eleitoral realizado no Brasil.
