Ultrapar atinge máxima histórica e entra em zona de sobrecompra segundo indicador técnico
Ações da companhia acumulam alta de 56,51% em 2026, enquanto Engie se aproxima de zona de sobrevenda no Ibovespa
Por Redação Diário Local
As ações da Ultrapar (UGPA3) entraram em região de sobrecompra após atingirem a máxima histórica de R$ 33,39 na última semana, sinalizando uma possível realização de lucros ou correções técnicas no curto prazo. O movimento é identificado pelo Índice de Força Relativa (IFR), que alcançou 72,07 pontos, patamar que indica um esticamento do preço após sequência de valorização.
No acumulado de 2026, os papéis da companhia apresentam alta de 56,51%, enquanto o ganho nos últimos 12 meses chega a 114,42%. No último pregão, a ação registrou recuo de 2,04% e encerrou cotada a R$ 32,71, em um movimento de ajuste após a forte tendência de alta.
A análise técnica indica que a Ultrapar mantém uma configuração positiva no curto prazo, operando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para que o ritmo de valorização se mantenha, investidores acompanham a região de R$ 33,39; um rompimento para cima pode fortalecer o fluxo comprador, mas a perda dos suportes das médias móveis pode projetar uma correção.
O Índice de Força Relativa (IFR) funciona como ferramenta de intensidade de preços em uma escala de 0 a 100. Valores acima de 70 sugerem sobrecompra e otimismo excessivo, enquanto níveis abaixo de 30 indicam sobrevenda e pressão vendedora. Além da Ultrapar, ativos como Vibra (VBBR3), CSN Mineração (CMIN3), BB Seguridade (BBSE3) e Gerdau (GGBR4) também figuram em zona de sobrecompra.
Engie aparece entre as ações mais descontadas
Em cenário oposto, a Engie (EGIE3) apresenta configuração técnica negativa, com o IFR em 30,03 pontos, aproximando-se da região de sobrevenda. Na última sessão, as ações da empresa recuaram 2,52% e fecharam cotadas a R$ 29,41, refletindo a pressão vendedora observada nas últimas semanas.
O desempenho da Engie em 2026 apresenta desvalorização de 4,99%, embora registre leve alta de 0,56% no acumulado de 12 meses. No gráfico diário, o ativo negocia abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, o que reforça o viés de baixa e a necessidade de cautela por parte dos investidores.
Para que ocorra uma reversão da tendência principal de baixa, é necessário o rompimento da faixa de resistência situada entre R$ 30,55 e R$ 31,62. Por outro lado, caso o suporte em R$ 29,20 seja perdido, a pressão vendedora pode ganhar intensidade e elevar o risco de quedas mais acentuadas.
Outros ativos que aparecem em faixas técnicas consideradas mais frágeis ou pressionadas incluem Direcional (DIRR3), Localiza (RENT3), MRV (MRVE3) e Cogna (COGN3). O comportamento dessas cotações reflete a volatilidade de diferentes setores frente aos indicadores de força do índice.
