Varejo do Espírito Santo registra maior volume de vendas de julho desde 2005
Setor cresceu 3% em relação a junho e teve alta de 8,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Por Redação Diário Local
O varejo do Espírito Santo registrou o maior volume de vendas para o mês de julho desde o início da série histórica, em 2005. O setor apresentou crescimento de 3% em relação a junho e avançou 8,5% na comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (15).
O desempenho estadual diverge da tendência nacional, visto que o comércio varejista brasileiro recuou 0,8% na passagem de junho para julho. No cenário nacional, o resultado foi influenciado por uma espécie de "ressaca" após o período da Copa do Mundo, o que fez o desempenho acumulado do setor no país desacelerar para 1,6%.
A força do comércio capixaba é explicada por um cenário de estabilidade econômica, mercado de trabalho aquecido e melhora nas condições de consumo. No segundo trimestre, o Espírito Santo registrou taxa de desocupação de 2,3%, um dos menores índices do país, o que sustenta o poder de compra das famílias.
Outro fator determinante foi a redução da inadimplência no estado. O índice atingiu 31,5%, ficando 1,9 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, o que proporciona maior folga no orçamento doméstico e aumenta a confiança dos consumidores.
Por que o desempenho do Espírito Santo foi diferente do Brasil?
Além da estabilidade econômica, fatores sazonais ajudaram a movimentar o comércio capixaba em julho. O mês coincide com o período de férias escolares, o que gera uma tendência natural de aumento nos gastos das famílias com lazer e outras atividades.
Enquanto o Espírito Santo cresceu, o varejo nacional enfrentou pressões de fatores internos e externos. Entre as causas da instabilidade no Brasil, destacam-se a instabilidade política, questões ambientais e o impacto de eventos climáticos, como vendavais e tempestades, que afetam a produção e os preços.
No atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o Espírito Santo apresentou queda na comparação mensal, após registrar altas expressivas em maio e junho. Entretanto, o segmento segue em trajetória de retomada e, na comparação com julho de 2025, registrou alta de 2,1% no cenário nacional.
O que esperar para o restante do ano?
A expectativa é que o comércio mantenha uma trajetória de equilíbrio e crescimento nos próximos meses. O último trimestre é tradicionalmente o período mais forte para o setor, devido às datas comemorativas como Dia das Crianças, Black Friday e Natal.
Apesar do otimismo, a recomendação para o consumidor é manter a cautela nas compras. Para garantir o fluxo de vendas nessas datas, o setor varejista deve focar na oferta de condições de pagamento mais atrativas para atender um público que segue atento ao orçamento.
