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Economia

Volkswagen planeja cortar 100 mil empregos e reduzir produção para salvar operação

Acordo com sindicatos prevê redução de modelos e produção para enfrentar concorrência e custos elevados

Por Redação Diário Local

A Volkswagen obteve o apoio de seus sindicatos para implementar o plano de reestruturação mais abrangente de sua história de 89 anos. A medida prevê o corte de aproximadamente 100 mil empregos até 2030, o que representa uma redução de 15% na força de trabalho global da montadora alemã.

O objetivo central da reforma é reduzir custos operacionais que, segundo estimativas da própria companhia, são 30% superiores aos dos seus principais concorrentes. O plano também estabelece uma redução na capacidade de produção para 9 milhões de veículos por ano, contrastando com a meta de 12 milhões de unidades registrada antes da pandemia de Covid-19.

Além do ajuste na produção, a estratégia da empresa prevê a redução de metade do número de modelos comercializados. O movimento ocorre em meio a um cenário de pressão da concorrência chinesa e de tarifas nos Estados Unidos, fatores que têm impactado as margens de lucro da fabricante.

Em reação às recentes movimentações, as ações da Volkswagen registraram alta de quase 6% na sexta-feira (27), o maior ganho diário em cerca de nove meses. Apesar do otimismo temporário do mercado, a montadora perdeu cerca de um quarto de seu valor de mercado ao longo deste ano.

O futuro de quatro unidades fabris na Alemanha — em Emden, Hanôver, Zwickau e Neckarsulm — permanece indefinido. A Volkswagen informou que essas plantas não possuem um destino garantido além de 2030, o que gera incertezas sobre a manutenção de postos de trabalho e infraestrutura na região.

Possibilidade de conversão para o setor de defesa

Para tentar evitar o fechamento de fábricas, a montadora estuda a possibilidade de converter unidades para o atendimento da indústria de defesa, aproveitando o aumento de gastos militares na Alemanha. O CEO da companhia, Oliver Blume, confirmou que negociações com empresas desse setor já estão em andamento.

Contudo, analistas do setor questionam a capacidade dessa medida de compensar os declínios da fabricante. Especialistas do mercado indicam que a conversão para a indústria de defesa pode não ser suficiente para salvar toda a capacidade produtiva e os empregos perdidos no processo de reestruturação.

Outras alternativas de sobrevivência para a Volkswagen incluem o uso de modelos desenvolvidos na China para o mercado europeu ou o compartilhamento de capacidade produtiva na Europa com parceiros chineses. O acordo com os sindicatos é visto por analistas como um fôlego inicial, mas que não resolve os problemas estruturais de longo prazo da empresa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.