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Economia

Pequenas empresas do RS não se sentem preparadas para novos eventos climáticos

Levantamento com empreendedores gaúchos indica que 77% não se sentem prontos para novas emergências e 93% buscam crédito para prevenção.

Por Redação Diário Local

Cerca de 77% das micro e pequenas empresas (MPEs) do Rio Grande do Sul não se sentem totalmente preparadas para enfrentar novos eventos climáticos extremos, aponta levantamento do Fundo de Impacto Estímulo. A pesquisa, realizada com mais de 300 empreendedores gaúchos, mostra que fenômenos como enchentes, secas e ondas de calor impactam diretamente a operação dos negócios, gerando aumento de custos, problemas logísticos e queda no faturamento.

O cenário de vulnerabilidade reflete a necessidade de recursos para prevenção. Segundo o estudo, 93% dos participantes afirmaram que utilizariam crédito para tornar as empresas mais resilientes. Além disso, 95% dos respondentes indicaram que precisam de crédito no momento ou nos próximos seis meses.

Para enfrentar essa demanda, foi anunciada a segunda fase do Fundo Retomada RS, que disponibilizará R$ 30 milhões para apoiar pequenos negócios com foco em resiliência climática. O novo montante recebeu aportes de R$ 5 milhões do Instituto Helda Gerdau e R$ 1 milhão da família Nestor de Paula, fundadores da Azaleia.

Como está o preparo das empresas gaúchas?

A pesquisa revela que a preparação para novas emergências climáticas é desigual entre os empreendedores. Enquanto 23% dos respondentes afirmam estar totalmente preparados, 61% se consideram apenas parcialmente prontos. Outros 13% dizem estar pouco preparados e 3% afirmam não ter preparo algum.

A recuperação financeira completa ainda é um desafio para a maioria. O levantamento aponta que 66% dos afetados, direta ou indiretamente, ainda não recuperaram o patamar de faturamento anterior aos eventos climáticos. Apenas 34% dos respondentes já conseguiram retomar totalmente os níveis anteriores.

O estudo também destaca a importância do acompanhamento técnico, já que 31% dos interessados em crédito pedem orientação sobre onde investir os recursos para proteção. Para o Fundo de Impacto Estímulo, a resiliência deve começar antes da tragédia, por meio de manutenção preventiva, proteção de estoques e planejamento financeiro.

Resultados da primeira fase do fundo

Na primeira fase do Fundo Retomada RS, o montante de R$ 68 milhões alcançou cerca de 1 mil empreendedores em 142 cidades gaúchas. A iniciativa gerou impacto em mais de 12 mil empregos no estado.

Os dados também registraram avanços na inclusão financeira dos beneficiados. O crédito destinado a empresas lideradas por mulheres representou 30% do total, enquanto 35% dos recursos foram concedidos a empreendedores que nunca haviam acessado o crédito formal anteriormente.

Sobre a evolução dos negócios apoiados, 51% dos empreendedores relataram crescimento no faturamento após o recebimento do crédito do fundo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.