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Economia

XP aponta galpões logísticos e recebíveis como preferência para investir em fundos imobiliários

Análise da XP indica que galpões logísticos são os mais defensivos entre fundos de tijolo, enquanto recebíveis mantêm papel importante.

Por Redação Diário Local

Os galpões logísticos e os fundos de recebíveis imobiliários são apontados como os principais destaques para alocação em fundos imobiliários (FIIs). A análise da XP indica que, mesmo com o cenário desafiador após as eleições, a classe de ativos ainda oferece rendimentos recorrentes atrativos, fundamentos setoriais sólidos e descontos elevados em relação ao valor patrimonial.

A instituição observa que a reprecificação dos ativos domésticos, impulsionada pela menor expectativa de mudanças fiscais nos próximos anos, tornou o ambiente mais complexo. Esse movimento, somado à alta dos juros de mercado e dos prêmios de risco, exerce pressão sobre os fundos listados na bolsa.

O conjunto desses fatores tende a afetar com maior intensidade os segmentos que possuem maior sensibilidade às oscilações dos juros de longo prazo. Por isso, a recomendação é manter uma alocação estrutural na classe, mas com critérios rigorosos de seleção.

Por que os galpões logísticos são defensivos?

Entre os fundos de tijolo, os galpões logísticos aparecem como o segmento mais defensivo. A demanda aquecida, impulsionada principalmente pelo crescimento do comércio eletrônico, tem sustentado níveis elevados de absorção de imóveis.

Esse movimento tem levado a vacância do setor a níveis mínimos históricos. Embora haja previsão de novas entregas de empreendimentos, boa parte do volume já se encontra pré-locado, o que tende a preservar a ocupação e permitir reajustes de aluguel, inclusive acima da inflação.

Já as lajes corporativas apresentam um cenário de recuperação de fundamentos em São Paulo. O retorno ao trabalho presencial e a oferta limitada de imóveis têm contribuído para a redução da vacância e para o crescimento dos preços dos aluguéis nas regiões mais valorizadas.

Apesar da melhora, o segmento de escritórios continua sendo um dos mais descontados da indústria. A recomendação é de uma exposição mais moderada, devido à sua elevada sensibilidade às variações nas taxas de juros de longo prazo.

O papel dos fundos de papel e o risco de crédito

No campo dos fundos de papel, os fundos de recebíveis imobiliários devem continuar desempenhando um papel estratégico nas carteiras. A XP mantém uma visão positiva para o setor, destacando a combinação de rentabilidade atrativa e menor volatilidade.

Os fundos indexados ao IPCA podem se beneficiar do cenário inflacionário e já apresentam descontos relevantes. Por outro lado, os fundos atrelados ao CDI tendem a ser favorecidos pela perspectiva de manutenção da taxa Selic em patamares elevados por um período prolongado.

Para esse segmento, a preferência recai sobre ativos que apresentem risco de crédito entre baixo e moderado, garantindo maior previsibilidade aos investidores.

Quais são os riscos para shoppings e Fiagros?

O segmento de shopping centers exige uma postura de maior cautela. A desaceleração da atividade econômica, os juros elevados e o comprometimento da renda das famílias são vistos como desafios diretos para o setor.

A estratégia recomendada foca em fundos com ativos dominantes em suas regiões de influência e exposição aos públicos das classes A e B. Além disso, é essencial que esses veículos possuam reservas robustas e potencial de monetização em empreendimentos maduros.

Quanto aos Fiagros, a avaliação também é de atenção. Embora negociem com descontos expressivos, a manutenção de juros altos por mais tempo pode pressionar devedores que possuem maior nível de alavancagem.

Para mitigar riscos, a orientação é priorizar carteiras de crédito de alta qualidade, com diversificação entre diferentes regiões e devedores, além de reservas de capital para absorver eventuais impactos de inadimplência.

Nos setores de fundos de fundos (FOFs) e multiestratégias, o potencial de retorno reside nos descontos em relação ao valor patrimonial. Contudo, recomenda-se uma exposição menor e de caráter tático, devido à sensibilidade desses veículos às oscilações da curva de juros.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.