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Teatro

Peça 'O beijo no asfalto', de Nelson Rodrigues, estreia com elenco de Edson Celulari e Luísa Arraes no Rio

Montagem do clássico de Nelson Rodrigues conta com Edson Celulari e Eduardo Sterblitch no Teatro Gláucio Gill

Por Davy Albuquerque

A peça 'O beijo no asfalto', obra clássica do dramaturgo Nelson Rodrigues, estreia nesta quinta-feira (16) no Teatro Gláucio Gill, no Rio de Janeiro. O espetáculo, encomendado por Fernanda Montenegro para o grupo Teatro dos Sete, conta com no elenco nomes como Edson Celulari, Luísa Arraes e Eduardo Sterblitch.

Sob direção de Marco André Nunes, a montagem reconta a história de Arandir, um personagem que tem sua vida destruída após atender ao pedido de um desconhecido atropelado à beira da morte: um beijo na boca. A partir desse ato, a imprensa e a sociedade passam a persegui-lo, transformando o gesto de compaixão em uma narrativa de difamação.

A trama explora como o protagonista, sua esposa Selminha (interpretada por Luísa Arraes) e sua cunhada Dália sofrem com o preconceito e o isolamento social após o episódio.

Como é a nova montagem?

O diretor Marco André Nunes optou por mesclar o ambiente histórico da obra com elementos contemporâneos. Embora o texto original seja preservado, a encenação utiliza projeções que remetem à linguagem das redes sociais e ao fenômeno do cancelamento atual.

Em contrapartida, os figurinos e a mobília mantêm a estética dos anos 1960. O cenário utiliza cinco telões verticais móveis para recriar ambientes como delegacias, redações de jornal e residências, conferindo um aspecto cinematográfico à peça.

A trilha sonora é composta por músicas de João Bosco, Roberto Silva e do repertório da Maísa, com execução ao vivo pelos músicos Laura de Castro e Nigga.

O que diz o elenco

Para Luísa Arraes, que interpreta Selminha, a peça funciona como um romance de amadurecimento, onde os personagens perdem a inocência ao encarar a dureza da realidade social.

Eduardo Sterblitch, que assume o papel de Arandir, destacou a identificação com a tristeza e a simpatia do personagem. Já Edson Celulari, que interpreta o sogro Aprígio, ressaltou que a obra permite refletir sobre a busca por humanidade em um mundo marcado pelo individualismo.

Serviço

As sessões do espetáculo ocorrem de 16 de julho a 3 de agosto, de quinta a segunda-feira, às 20h, no Teatro Gláucio Gill, em Copacabana. Os ingressos custam R$ 20 e a classificação é de 14 anos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.