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Virginia Fonseca lista hábitos que considera tóxicos em rede social e gera alerta de especialista

Influenciadora citou comportamentos como procrastinação e gastos por impulso em trend; neuropsicóloga adverte sobre riscos de autodiagnóstico.

Por Redação Diário Local

A influenciadora Virginia Fonseca utilizou uma tendência das redes sociais para listar comportamentos cotidianos que ela mesma classifica como "tóxicos". Entre os hábitos relatados estão o ato de procrastinar tarefas, gastar dinheiro por impulso e ignorar mensagens por longos períodos.

Ao participar da dinâmica, a influenciadora detalhou diversas situações comuns, como mexer no celular enquanto conversa com outras pessoas, cancelar compromissos de última hora e levar dias para resolver tarefas que seriam simples. Ela também mencionou o hábito de comprar itens que acabam ficando sem uso e o comportamento de adiar atividades.

O que diz a especialista?

A neuropsicóloga Roberta Machado alertou que descrever esses comportamentos como "tóxicos" pode ser impreciso. Segundo a especialista, atitudes como procrastinar ou gastar por impulso não significam, isoladamente, que a pessoa possua um transtorno mental ou uma personalidade negativa.

Para a profissional, esses hábitos podem ser apenas reflexos de momentos de cansaço, estresse ou sobrecarga. Ela reforça que tais ações fazem parte da rotina de muitas pessoas e podem ser reforçadas ao longo do tempo sem que haja uma patologia envolvida.

O foco da atenção deve ser a frequência e o impacto dessas ações. Se o comportamento impedir a pessoa de cumprir obrigações de trabalho, prejudicar relacionamentos ou causar perda de controle sobre impulsos, vale buscar uma análise mais profunda sobre o que motiva o padrão.

Riscos do autodiagnóstico na internet

Roberta Machado também fez um alerta sobre o perigo de utilizar listas de comportamentos encontradas em redes sociais para realizar autodiagnósticos de condições como ansiedade ou TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade). Ela ressalta que funções como planejamento e regulação emocional são complexas e precisam ser avaliadas dentro do contexto individual.

A especialista sugeriu que, embora as redes sociais possam ser usadas para a auto-observação, o ideal é não transformar características humanas comuns em diagnósticos médicos. O reconhecimento de um padrão de comportamento pode ser o primeiro passo para uma mudança positiva, desde que feito com cautela.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.