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Saúde

Jovem de Atibaia relata dependência de canetas emagrecedoras para controlar compulsão

Moradora de Atibaia (SP) conta que usa medicamentos sem orientação médica e sofre com distorção da imagem corporal.

Por Redação Diário Local

Uma jovem de 20 anos, moradora de Atibaia, no interior de São Paulo, relatou enfrentar dependência emocional e psicológica após o uso de canetas emagrecedoras para o controle de compulsão alimentar.

A paciente conta que iniciou o tratamento em 2025, sem acompanhamento médico, por meio da compra de medicamentos sem procedência definida. O produto, que possui características similares ao medicamento Mounjaro, era comercializado sem nota fiscal e sem autorização para venda no Brasil.

A jovem explica que a busca pelo emagrecimento foi motivada por pressões estéticas e pelo histórico de comportamento compulsivo em relação à comida. Com o uso das doses, ela conseguiu reduzir seu peso de 83 kg para cerca de 66 kg, mas afirma que a prática gerou um ciclo de dependência.

Como funciona o ciclo de dependência

Segundo o relato, o medicamento auxilia na interrupção dos pensamentos constantes sobre alimentação. No entanto, a sensação de controle sobre a fome levou a jovem a aumentar as doses de forma indiscriminada sempre que os efeitos pareciam diminuir.

A paciente relata que, mesmo com o emagrecimento visível, enfrentou problemas de percepção corporal, sentindo-se com o peso antigo ao se olhar no espelho. Esse quadro de dismorfia intensificou a necessidade de continuar as aplicações, levando-a a realizar empréstimos e utilizar cartões de crédito para manter o tratamento.

Em um período de interrupção de quatro meses, orientado por familiares, a jovem recuperou 6 kg devido ao retorno dos comportamentos compulsivos. Em maio deste ano, ela retomou o uso das canetas por medo de recuperar o peso perdido.

Riscos e efeitos colaterais

Além da questão psicológica, a jovem relatou efeitos colaterais físicos, como sonolência, mau humor, enjoos e episódios de passar longos períodos sem comer devido à intensidade dos efeitos do medicamento.

O relato também traz o temor de complicações mais graves, como a pancreatite, após uma pessoa próxima ao seu círculo social desenvolver a doença em decorrência do uso do tipo de medicação.

Especialistas apontam que o uso desses recursos pode deixar de ser apenas uma ferramenta terapêutica para se tornar uma promessa de pertencimento social, impulsionada pela associação entre magreza e sucesso nas redes sociais. O acompanhamento psicológico é considerado essencial para tratar a relação com a comida e a imagem corporal.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.