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MP pede afastamento do presidente do Corinthians, Osmar Stabile, por suposta apropriação indébita

Ministério Público de São Paulo acusa dirigente de usar R$ 721 mil do clube para custear segurança pessoal e de familiares.

Por Redação Diário Local

O Ministério Público de São Paulo apresentou uma denúncia criminal contra o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, e solicitou à Justiça o seu afastamento cautelar das funções no clube. A acusação envolve a suposta apropriação indébita de recursos da entidade para o pagamento de serviços de segurança privada.

De acordo com o documento apresentado pelo promotor Cássio Roberto Conserino na última sexta-feira (12), o Corinthians teria desembolsado aproximadamente R$ 721 mil entre julho de 2025 e agosto deste ano para custear a empresa Bear Security. A Promotoria entende que o serviço era destinado ao benefício pessoal de Stabile e de seus familiares, e não às atividades institucionais do clube.

Na denúncia, é mencionado que o próprio presidente reconheceu que o clube arcava com os pagamentos, classificando o serviço como uma "segurança VIP ao presidente". O Ministério Público ressalta que o Corinthians já mantém contrato com a Unity Serviços Terceirizados para a segurança institucional da entidade.

Quais são as medidas solicitadas pelo Ministério Público?

Além da abertura do processo criminal, a Promotoria pediu o afastamento de Stabile e a proibição de que ele frequente as dependências do Corinthians. O pedido inclui também a suspensão de qualquer função de representação institucional ou associativa do clube.

Caso a Justiça aceite as medidas, o dirigente ficaria impedido de participar de reuniões, negociações e atos administrativos. O MP solicitou ainda que Stabile não mantenha contato com testemunhas ou dirigentes, não saia do país sem autorização e não realize viagens nacionais superiores a oito dias sem aval judicial.

Para garantir o ressarcimento de eventuais danos, o Ministério Público solicitou o bloqueio de bens do presidente. O valor cobrado totaliza cerca de R$ 721 mil por danos materiais e R$ 541 mil por danos morais.

O que diz a defesa e o clube sobre o caso?

Durante a investigação, o Corinthians defendeu a legalidade da contratação, argumentando que os pagamentos possuem respaldo no Artigo 119 do Estatuto Social, que prevê gastos com serviços internos e eventuais. A entidade afirmou que a empresa Bear Security passou pelo sistema de compliance do clube.

O Ministério Público, contudo, rejeitou a interpretação do clube. Para a Promotoria, o dispositivo estatutário mencionado permite despesas com as atividades da instituição, mas não autoriza o uso de recursos para serviços particulares de dirigentes. O MP também apontou que os pagamentos começaram em julho de 2025, meses antes da formalização do contrato, que ocorreu apenas em março deste ano.

A denúncia também mencionou que a Bear Security não teria autorização da Polícia Federal para prestar serviços de segurança privada, o que motivou um pedido de investigação específica à Polícia Federal sobre a atuação da referida empresa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.