Tecnologia

Uso de inteligência artificial atinge 92% do mercado de capitais, mas retorno é difícil de medir

Pesquisa aponta que a vasta maioria das empresas do mercado de capitais adotou IA, mas há dificuldade em mensurar o retorno financeiro da tecnologia.

Por Redação Diário Local

A inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina de 92% das empresas que atuam no mercado de capitais. Apesar da adoção em massa da tecnologia, o setor ainda enfrenta grandes dificuldades para mensurar o retorno financeiro gerado por essas ferramentas.

O cenário revela um contraste entre o volume de implementação e a maturidade técnica das organizações. Embora a integração de sistemas de IA seja uma realidade para quase a totalidade dos agentes, a capacidade de quantificar os benefícios econômicos reais ainda é limitada.

Atualmente, o uso da tecnologia é quase universal, mas a definição de métricas de eficiência permanece como um gargalo estrutural. As empresas conseguem automatizar processos, mas ainda não dominam a análise de dados necessária para validar o investimento.

A principal dificuldade reside em transformar a automação e a análise preditiva em indicadores claros de lucratividade. Sem métricas precisas, torna-se complexo monitorar de forma sistemática se a tecnologia está reduzindo custos ou ampliando as margens de ganho.

Mesmo com a presença constante de algoritmos em operações de trading e análise de risco, a falta de padronização nas medições dificulta a comparação de desempenho. Isso cria um ambiente onde a ferramenta é utilizada, mas sua eficácia financeira permanece incerta.

O mercado de capitais vive, portanto, um momento de transição tecnológica. As instituições saíram da fase de experimentação e entraram na fase de implementação, mas ainda não alcançaram a fase de otimização baseada em resultados financeiros concretos.

Para superar esse desafio, especialistas apontam que será necessário estabelecer novos indicadores de desempenho (KPIs) específicos para o uso de IA. Apenas assim as empresas poderão justificar os altos custos de implementação e infraestrutura tecnológica.

Enquanto o setor não resolve essa lacuna de mensuração, a inteligência artificial seguirá sendo um motor de operação, mas com um potencial de retorno ainda pouco explorado e difícil de ser comprovado pelas diretorias financeiras.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.