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Estados Unidos

Ataques de nesta sexta-feira (11): saiba o que aconteceu com os outros dois aviões sequestrados

Além dos ataques às Torres Gêmeas, sequestros de aviões atingiram o Pentágono e um campo na Pensilvânia em 2001.

Por Redação Diário Local

Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, executados por 19 integrantes da organização Al-Qaeda, resultaram na morte de 2.977 pessoas após o sequestro de quatro aviões comerciais nos Estados Unidos. As aeronaves foram utilizadas para atingir alvos estratégicos em Nova York, na Virgínia e possivelmente na capital do país, Washington, D.C.

A ofensiva coordenada começou às 8h46 (horário local) com a colisão do Voo 11, da American Airlines, contra a Torre Norte do World Trade Center. Minutos depois, às 9h03, o Voo 175, da United Airlines, atingiu a Torre Sul, provocando o desabamento das estruturas em Nova York.

Somente os ataques contra as Torres Gêmeas e seus arredores foram responsáveis pela morte de 2.606 pessoas. O cenário de destruição nas torres tornou-se um dos registros visuais mais marcantes da história recente.

O ataque ao Pentágono

O terceiro avião sequestrado foi o American Airlines 77, que havia decolado do Aeroporto Internacional Washington-Dulles, na Virgínia, com destino a Los Angeles, na Califórnia. Após a decolagem, cinco sequestradores assumiram o controle da aeronave.

Às 9h37, cerca de 51 minutos após o primeiro impacto em Nova York, o avião colidiu contra o lado oeste do Pentágono, em Arlington, na Virgínia. O edifício é a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

A tragédia no Pentágono causou a morte de 64 pessoas que estavam a bordo do voo. Além disso, o impacto resultou na morte de outras 120 pessoas que se encontravam trabalhando dentro do complexo governamental.

A colisão provocou danos severos à estrutura da sede militar, exigindo uma série de operações de emergência para conter os danos e estabilizar o edifício.

A reação no Voo 93

O quarto avião, o United Airlines 93, partiu do Aeroporto Internacional de Newark, em Nova Jersey, com destino a San Francisco, na Califórnia. O voo decolou com atraso, detalhe que acabou influenciando a sequência de eventos daquela manhã.

Durante o sequestro, passageiros e tripulantes conseguiram realizar ligações para familiares e autoridades. Por meio dessas chamadas, eles descobriram que outros três aviões já haviam sido usados em ataques em Nova York e na Virgínia.

Ao perceberem que o voo também integrava uma operação suicida, um grupo de passageiros organizou uma tentativa de invadir a cabine para retomar o controle da aeronave. O confronto físico entre passageiros e sequestradores ocorreu em meio ao caos.

O avião caiu às 10h03 em um campo próximo a Shanksville, na Pensilvânia. Todas as 44 pessoas que estavam a bordo morreram no acidente.

Embora o alvo exato do Voo 93 não tenha sido confirmado, investigações indicam que a aeronave provavelmente seguia em direção a símbolos do poder político americano, como o Capitólio ou a Casa Branca.

Impactos na segurança e política externa

Os atentados alteraram profundamente a política externa e de segurança dos Estados Unidos. O governo norte-americano iniciou a chamada "Guerra ao Terror", que incluiu a invasão do Afeganistão para derrubar o regime do Talibã, que abrigava a liderança da Al-Qaeda.

Anos mais tarde, o contexto criado após o nesta sexta-feira (11) também envolveu a invasão do Iraque. Na aviação civil, os protocolos de segurança foram transformados com a criação da Transportation Security Administration (TSA) e o endurecimento dos procedimentos de embarque, padrão que influenciou aeroportos no mundo todo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.