Ministro da China defende governança rigorosa do fundo do mar e do espaço sideral
Em fórum em Xiongan, ministro Wang Yi propõe controle de IA e maior representatividade do Sul Global nos assuntos internacionais.
Por Redação Diário Local
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, defendeu nesta sexta-feira (23) a implementação de uma governança mais rigorosa para o fundo do mar, as regiões polares e o espaço sideral. A declaração foi feita durante o discurso de abertura do Fórum de Governança Global, realizado na cidade de Xiongan.
Durante o evento, o diplomata chinês ressaltou que a inteligência artificial (IA) deve ser mantida sob o controle humano. Segundo Wang Yi, o avanço tecnológico precisa ocorrer de forma a garantir que a ferramenta seja utilizada exclusivamente em benefício da humanidade.
O ministro também classificou a ascensão do Sul Global como a mudança mais significativa no cenário mundial desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Diante desse novo contexto geopolítico, ele solicitou uma maior representatividade desse grupo nas decisões e nos assuntos internacionais.
Multilateralismo e comércio
No campo econômico, Wang Yi reiterou a necessidade de preservar o sistema de comércio multilateral vigente. O objetivo é manter a estabilidade das trocas comerciais entre as nações dentro das regras estabelecidas pelo modelo atual.
O Fórum de Governança Global tem duração de três dias e foi lançado no ano passado pelo presidente Xi Jinping. A iniciativa faz parte de uma estratégia diplomática de Pequim para promover o multilateralismo entre os países.
A proposta central da China, por meio do fórum, é a construção de um sistema de governança global reformado. O governo chinês defende que o modelo atual de gestão mundial apresenta deficiências que precisam ser corrigidas.
Ao buscar uma estrutura mais equitativa, Pequim tenta reposicionar o papel das potências emergentes na política global. O evento em Xiongan busca consolidar essa visão de um sistema internacional que reflita de forma mais justa as novas forças mundiais.
A participação de diferentes blocos no fórum visa debater como as normas internacionais podem ser ajustadas para atender às demandas contemporâneas. O foco permanece na busca por uma governança que minimize as disparidades entre as nações.
