Minério de ferro sobe nesta sexta-feira (23) após queda nos estoques chineses
Apesar da alta nos contratos futuros nesta sexta-feira (23) devido à redução de estoques, o minério de ferro fecha a semana com perda.
Por Redação Diário Local
Os contratos futuros de minério de ferro registraram alta nesta sexta-feira (23), impulsionados pela redução dos estoques nos portos chineses. Apesar do movimento positivo no dia, o mercado registra o sétimo recuo consecutivo em base semanal devido à fraca demanda global.
Na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China, o contrato para janeiro subiu 0,6% e foi negociado a 675 iuanes (US$ 101,17) por tonelada. No acumulado da semana, o contrato registrou queda de 0,45%.
Em Cingapura, a referência de minério de ferro para novembro subiu 0,91%, atingindo US$ 90,7 por tonelada nesta sexta-feira (23). O cenário de alta pontual ocorre em meio a incertezas sobre o consumo de aço no setor industrial.
Por que os estoques diminuíram?
A queda nos estoques foi motivada pela redução nas exportações da Austrália e do Brasil, somada à demanda constante das siderúrgicas. Segundo dados da consultoria Steelhome, os estoques nos principais portos chineses recuaram 0,54% em relação à semana anterior, totalizando 152,23 milhões de toneladas.
Analistas da ANZ Research apontam que as quedas na oferta causadas por condições climáticas podem ser temporárias. A previsão é de que a produção no Brasil e na África melhore, o que deve aumentar a oferta global em breve.
Quais os desafios para a demanda de aço?
A fraqueza persistente no setor imobiliário chinês continua a pressionar a demanda final. De acordo com a ANZ Research, a produção de aço segue em queda, mesmo com uma melhora marginal nas margens de lucro das empresas.
As siderúrgicas seguem operando com prejuízo, realizando compras apenas quando necessário e pressionando os preços para baixo, conforme informaram analistas da Shanghai Metals Market (SMM). Embora a redução nos estoques de finos nos portos tenha dado suporte aos preços, a oferta internacional não apresenta sinais de contração.
Dados da consultoria Mysteel indicam que o consumo semanal de aço caiu para 8,24 milhões de toneladas, com redução tanto em materiais de construção quanto em chapas de aço. A demanda aparente por vergalhões atingiu 2,01 milhões de toneladas, o nível mais baixo registrado em quase quatro anos.
